XP Investimentos anuncia corretora de criptomoedas para negociar Bitcoin e Ethereum

Depois de muita enrolação, a XP Investimentos anunciou na quinta-feira (20) que vai lançar uma corretora de criptomoedas para negociar Bitcoin e Ethereum. A declaração torna oficial as informações sobre o novo projeto que o Portal do Bitcoin havia publicado em abril deste ano.

Em evento da empresa, o Expert 2018, falando para um centenas de pessoas, o presidente da empresa, Guilherme Benchimol, confirmou que o nome da corretora será XDEX e que o projeto deve ser lançado dentro de “semanas ou meses”.

Estranhamente, o presidente da maior empresa de investimentos do Brasil, com 500 mil clientes ativos e mais de R$ 120 bilhões sob custódia, não pareceu simpático ou convencido do projeto. “É um tema que, confesso eu, era melhor que não existisse”, disse para o público.

Mas quando ele comparou o números, viu que não havia alternativa: “Hoje existem três milhões de brasileiros que possuem exposição a Bitcoin no Brasil e 500 mil pessoas que investem em ações. Então, olhem a discrepância. A gente se sentiu na obrigação de avançar neste mercado”.

A corretora será totalmente separada da nossa holding financeira e é um projeto 100% B2C (bussines to consumer), conforme Benchimol. No futuro, caso a legislação permita será integrada à empresa.

A chegada de uma empresa do porte da XP ao mercado consolida o posição das criptomoedas no mercado brasileiro e pode ajudar a eliminar as desconfianças de que parte das pessoas ainda tem sobre o Bitcoin.

Boas notícias dos reguladores

A novidade vem depois de dois anúncios importantes pelos órgãos reguladores do mercado brasileiro. No dia 18, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) decidiu que “a ausência de regulamentação em hipótese alguma deve servir de argumento para tolher a livre iniciativa”.

E por isso iria abrir um inquérito administrativo contra os bancos Bradesco, Itaú, Banco Santander, Banco do Brasil, Inter e Sicredi por encerrarem as contas das corretoras de criptomoedas. Ironicamente, o Itaú comprou 49,9% da XP em 2017.

Além disso, na quarta-feira, um dia antes do anúncio, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou o investimento indireto em criptomoedas por meio de aquisições de derivativos e cotas de fundos do exterior. A circular da autarquia do ministério da Fazenda prevê também “outros ativos negociados em terceiras jurisdições, desde que admitidos e regulamentados naqueles mercados”.

Detalhes sobre a XP

Como mostrou a apuração do Portal do Bitcoin, de acordo com dados da Receita Federal, a XP havia registrado a XDEX INTERMEDIACAO LTDA, cujo capital social consta como R$ 25 milhões.

Os dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo mostram que a empresa já teve outro nome: foi batizada de XP COIN INTERMEDIACAO em agosto de 2017. No final de novembro, quando recebeu uma injeção de capital de R$ 5 milhões, a futura corretora virou a XDEX. Em fevereiro de 2018, um novo aporte de R$ 20 milhões é realizado.

Embora ainda esteja fora do ar, o site da nova empresa (www.xdex.com.br) tem o mesmo CNPJ da futura corretora e semelhanças no quadro societário.


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