Startup de investigação de blockchain recebe US$ 30 milhões em investimento

Startup de investigação de blockchain recebe US$ 30 milhões em investimento
(Foto: Shutterstock)

A startup de blockchain Chainalysis, especializada na análise de transação de criptomoedas, conseguiu levantar um financiamento de 30 milhões de dólares. O valor será usado para expandir seus negócios com a abertura de um escritório em Londres.

Essa arrecadação se deu pelos investimentos feitos em fundos da série B da empresa liderados pela empresa de capital de risco Accel. Amit Kumar e Philippe Botteri são os nomes responsáveis por grande parte dessa injeção de capital, segundo informações da própria companhia publicadas na PR Newswire.

Isso, contudo, não se deu de forma gratuita. Botteri representará a Accel no conselho de diretores da Chainalysis.

Em abril de 2018, a empresa já havia levantado 16 milhões com investimentos na Série A liderados pela Benchmark que resolveu aplicar mais dinheiro na startup.

Michael Gronager, CEO e co-fundador da Chainalysis, afirmou:

“Enquanto outras empresas do setor estão recuando, a Chainalysis está investindo na construção de tecnologia fundamental para o futuro da criptomoeda”.

Com um escritório em Copenhagem (Dinamarca) e dois nos Estados Unidos , sendo um em Nova York e o outro Washington D.C., a empresa  visa abrir uma nova unidade em Londres (Inglaterra), que vai funcionar como uma hub para seu laboratório de pesquisa e desenvolvimento e expansão regional.

Planos em Londres

Segundo informações da Coindesk, o Brexit (possível saída do Reino Unido da Zona do Euro) não preocupa  Gornager que aposta em Londres como seu centro de pesquisa.

Ele disse que as universidades em Londres estão liderando o caminho em algumas áreas de pesquisa em criptomoedas e por isso pretende firmar parcerias com essas instituições.

Gronager não fez predileções entre a University College London (UCL) ou o Imperial College e disse que pretende trabalhar com todos por lá.

Nisso, ele não exclui nem os bancos. Gronager aponta que que agora há um interesse crescente de bancos de nível médio e superior de entrar e trabalhar com empresas que atuam no setor de criptomoedas.

A Chainalysis já possui um relacionamento de longas datas com o banco Barclays, o que foi de grande importância para o setor cripto e ajudou a exchange Circle a ter uma conta nesse banco.

A Barclays também estabeleceu uma relação contratual com a Coinbase, maior corretora de criptomoedas do mundo. A exemplo disso, o Ceo da Chainalysis se mostra otimista e afirma que:

“Há bancos maiores fora do Reino Unido que querem entrar em relacionamentos bancários com trocas de criptografia, essencialmente seguindo o mesmo procedimento que o Barclays.”

De olho na Stablecoin

Gronager disse que a companhia está focada em capacitar novos modelos de criptomoeda como as Stablecoins, as quais tem seu valor atrelado a alguma moeda fiat com a intenção de sse reduzir sua volatilidade.

Ele aponta também o interesse da Chainalysis  em “apoiar empresas e governos globalmente à medida que a regulamentação de criptografia torna-se mais definida”.

Antes dessa última rodada de financiamento, a companhia havia emitido — no último mês — o seu relatório anual sobre crimes envolvendo a criptografia, além de ter lançado a KYT (Know your transaction) para as stablecoins.

No ano passado, a Chainalysis expandiu sua cobertura além do Bitcoin para incluir Ethereum, Litecoin, Bitcoin Cash, e stablecoins.

Mais de 100 instituições financeiras e exchanges, incluindo a Binance, se inscreveram na Chaianysis KYT para automatizar o processo de triagem de transações e monitoramento da atividade dos usuários. Esse projeto agora tem um valor total de mercado de mais de 3 bilhões de dólares, segundo a própria companhia.

A partir desse KYT, as empresas que lançam stablecoins serão equipadas para monitorar todas as transações durante todo o seu ciclo de vida, desde a emissão até o resgate. Clientes nomeados iniciais dentro de stablecoins incluem Paxos e TrustToken.

Embora as stablecoins não sejam problemáticas para os reguladores como são os tokens das ICOs (initial Coin Offering), afirma Gronager, as preocupações permanecem sobre o destino das stablecoins nas transações e se há uma supervisão regulatória adequada.

Gronager disse à CoinDesk que a expectativa é que o KYT crie um leve toque sobre como regular essas stablecoins a fim de que elas possam “ser utilizadas para a transferência de fundos em todo o mundo”.


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