Startup brasileira de blockchain vai representar o Brasil em competição nos EUA

Equipe da Comexchain. Da esquerda para a direita: Ramna Sidharta de Andrade Palma, Vinícius Macelai, Gabriela Vieira Domingues e Rafael César Cirico Garcia. (Foto: Divulgação)

Uma startup criada por alunos da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) vai apresentar um sistema baseado na tecnologia blockchain para comércio exterior em uma competição nos Estados Unidos.

Comexchain vai representar o Brasil no International Business Model Competition (IBMC), uma competição internacional de modelos de negócio que ocorrerá em em maio.

A ideia da criação da empresa surgiu após uma maratona de programação (hackaton) que aconteceu em dezembro do ano passado na qual dois alunos da atual equipe venceram.

A porta de entrada para a competição veio por outro evento que ocorreu em março: o Ideation. Lá o grupo saiu vitorioso e foi escolhido para representar o Brasil no exterior.

O IBMC vai acontecer na Universidade Brigham Young, em Utah, nos dias 9 e 10 de maio, onde a Comexchain vai disputar o primeiro lugar com mais 39 finalistas de vários países.

Independentemente da colocação, cada equipe vai receber US$ 2.500 (R$ 10 mil) pela participação. A equipe vencedora receberá o prêmio de U$ 40 mil, cerca de R$ 150 mil.

Professor da UFSC é o mentor

Jean Martina, professor do departamento de Informática e de Estatística da UFSC, foi jurado do Hackathon Blockbuilder onde os alunos participaram e venceram. O docente também ministra aulas nas disciplinas blockchain e criptomoedas.

O evento foi realizado na UFSC em parceria com a UFSCoin e a Capital Digital Aberto (CDA) — os alunos trabalhavam em uma ferramenta para organização processual na área de comércio exterior.

O grupo, então, se formou e Martina foi convidado a ser o mentor tecnológico no projeto.

A equipe é formada por Ramna Sidharta de Andrade Palma e Vinícius Macelai, ambos alunos do curso de Ciências da Computação, e pelos graduandos de Ciências Econômicas, Gabriela Vieira Domingues e Rafael César Cirico Garcia.

“Eu achei que era um projeto muito legal porque trazia um uso de blockchain para um área com muita necessidade e potencial. Além disso, a gente usa também coisas mais avançadas nas tecnologias de blockchain como IPFS”, disse Martina por WhatsApp ao Portal do Bitcoin.

O professor se referiu ao ‘Inter Planetary File System’ (IPFS), um sistema de arquivos distribuído peer-to-peer, semelhante ao da blockchain.

Ele disse que seu primeiro contato com a tecnologia blockchain foi com a publicação do white paper de Satoshi Nakamoto. Hoje, Martina é mestre pela UFSC e doutor pela Universidade de Cambridge no Reino Unido.

“Tem várias iniciativas na UFSC. Tocamos inúmeros projetos em blockchain e criptomoedas, e temos disciplinas de graduação e pós graduação no tema”, disse.

Ele acrescentou:

“O que estamos tentando fazer na UFSC é a criação de um ecossistema de startups universitárias na área de criptomoedas. A Comexchain é o nosso primeiro sucesso, mas já temos outras iniciativas caminhando”.

Sistema da Comexchain

Segundo a UFSC, o comércio exterior funciona com empresas que intermedeiam importação e exportação. Entretanto, os processos são complexos, muitas vezes utilizando documentos escaneados, com tempo de transação demorado. Hoje são utilizados e-mails, correio e mecanismos comuns de rede social.

Martina disse que o sistema desenvolvido pela Comexchain vai criar um ecossistema onde o comércio exterior vai poder operar inteiramente dentro do blockchain, organizando os processos, diminuindo a carga de trabalho, a burocracia e sendo paper-less.

Questionado se eles recebem algum outro apoio além da universidade, o professor respondeu: “Temos apoio da UFSC e de entidades que tivemos contato durante os hackatons”.

“A universidade está apoiando parcialmente a equipe com diárias e passagens. Nossos projetos bancam uma outra parte e o que faltar vai sair do prêmios que a gente já conquistou”, explicou Martina.

Como será a participação no IBMC

A apresentação da equipe vai ser uma sequência de pitches de negócio ao vivo para juízes, explicando a construção do modelo de negócios usando um ‘Lean Canvas’, que é o formato da competição.

Conforme explicou o professor, cada rodada é fechada com perguntas dos juízes e vai afunilando até a final, onde ficarão as cinco melhores startups universitárias.

Segundo Martina, a equipe está empolgada em participar do evento que, pela magnitude, vai permitir a eles ampliar os horizontes para o mercado internacional.

“Iremos receber feedback dos maiores especialistas em modelos de negócios enxutos”.

Um entusiasta do bitcoin na equipe

Vinicius Macelai disse que antes de ter o primeiro contato com criptomoedas ele já ouvia alguns comentários ao longo do curso, mas não se interessava em procurar entender melhor.

Sua primeira compra aconteceu através de um primo, que o apresentou ao bitcoin no início de 2017, quando uma unidade custava cerca de US$ 1 mil.

“Após isso, minha paixão por criptomoedas foi crescendo, entrei no Laboratório de Segurança em Computação na UFSC e tive contato cada vez mais. Então comecei a participar de Hackathons e competições sobre o assunto e conheci as pessoas que integram hoje a Comexchain”, contou Macelai.

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