“Quatro milhões de brasileiros já caíram em pirâmides”, diz deputado que quer criar CPI de criptomoedas

Deputado que quer CPI das criptomoedas convoca Ronaldinho Gaúcho para audiência
Deputado Federal Áureo Ribeiro, do Solidariedade/RJ

Com o objetivo de coletar assinaturas para a abertura da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), o deputado federal Áureo Ribeiro (Solidariedade/ RJ) lançou um vídeo na sexta-feira (13) falando sobre o prejuízo deixado no país por pirâmides financeiras com criptomoedas.

Ribeiro, que é autor de dois projetos de regulação de criptomoedas que tramitam na Câmara de Deputados, afirmou, por meio de um vídeo veiculado no Youtube, que na última audiência pública foi divulgado o dado alarmante de que “quatro milhões de pessoas já foram lesadas por pirâmide financeira”.

Segundo o deputado, esse número é muito expressivo e representa “pessoas que fizeram seu investimento e não tem agora o seu retorno e nem a garantia do que colocou”.

Diante desse cenário preocupante que traz a criptomoeda como objeto de fraudes, o deputado disse que está “coletando assinaturas para instalar no Congresso Nacional uma CPI para investigar pirâmides financeiras que lesaram consumidores no Brasil”.

De acordo com ele, o objetivo é de “separar o joio do trigo” nesse setor de criptomoedas. O deputado, após mencionar sobre a necessidade de se instaurar uma investigação no Congresso, convocou as empresas Atlas Quantum e da Investimento Bitcoin para discutir sobre a suspeita de pirâmide financeira em suas operações.

O requerimento para essa audiência pública que ainda contará com representantes de órgãos como Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários e Ministério Público Federal, já foi aprovado pela Comissão Especial da Câmara, mas a data ainda não foi definida.

Revelação sobre pirâmides

A audiência pública em que a revelação de que milhões de pessoas já tiveram prejuízo com pirâmides financeiras no Brasil foi feita ocorreu na última quarta-feira (11).

No debate foi presidido pelo deputado federal Luis Miranda (DEM/DF) e participaram Mardilson Queiroz, consultor do Banco Central; Ricardo Liáo, presidente da Unidade de Inteligência Financeira – UIP (antigo Coaf); Paulo Antonio González, representante da Receita Federal e do Ministério da Economia; bem como Natalia Garcia, representante da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto).

Miranda, que figurou uma longa reportagem no Fantástico por supostamente ter aplicado golpes no Brasil e nos Estados Unidos, levantou a preocupação sobre empresas que acabam sendo julgadas como pirâmide e não há tempo para esperar elas provarem o contrário.

Ele citou seu caso como exemplo e afirmou que há casos em que a própria empresa é vítima:

“Eu tenho um negócio nos Estados Unidos em que um grupo afetou diretamente o negócio. Esse grupo é investigado, criminalizado e agora está mais do que provado que eles são os responsáveis”.

Nessa mesma audiência, entretanto, nem tudo se resumiu em pirâmide financeira. O consultor do Banco Central, Mardilson Queiroz, comentou sobre a criptomoeda não ser considerada meio de pagamento no Brasil e explicou o porquê desses ativos, mesmo diante desse fato, serem incluídos na balança comercial do país.

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