Porto de cidade nos EUA vira refém de hackers que exigem Bitcoin

(Foto: Shutterstock)

O sistema de logística do porto de San Diego, na Califórnia, sofreu ataques do tipo ransomware, espécie de sequestro de dados em que um hacker exige uma quantia em dinheiro (no caso bitcoin) para o funcionamento voltar ao normal. No caso de San Diego, o registro de cargas que chegam ao porto e a autorização para novas chegadas foi afetado.

O ataque foi anunciado pela presidente executiva do porto, Randa Coniglio, na última terça-feira (25). Um dia depois, a companhia emitiu uma nota sobre o ocorrido. O ciberataque prejudicou os sistemas de TI da empresa, mas especialistas do setor privado foram chamados para fornecer soluções temporárias enquanto o ataque não é encerrado.

Segundo a Reuters, autoridades do porto dizem que receberam mensagens exigindo pagamento em Bitcoin para que o sistema voltasse ao normal. Elas negaram que iriam colaborar com o criminoso.

Em uma atualização sobre o caso, emitida na quinta-feira (27), Coniglio disse que as autoridades legais estão investigando os responsáveis pelo ocorrido e especialistas estão buscando retomar a normalidade das operações do porto.

Ransomwares tornaram-se mais frequentes com a popularização das criptomoedas, por permitirem envio anônimo de valores como pagamento pelo resgate de dado e acesso a contas.

Em 2017, o Ransomware Petya invadiu mais de 100 mil computadores em todo o mundo, impedindo o acesso a contas e arquivos pessoais e de trabalho. Muitos deram bitcoins esperando retomar o controle de seus dados, nem sempre com sucesso. O Petya usou técnicas de hacking desenvolvidas pela NSA para fazer o ataque.

Na cidade de Atlanta, nos Estados Unidos, um ataque semelhante invadiu todo o sistema de computadores da região exigia o pagamento de cerca de US$ 51 milhões em bitcoins. Como as autoridades da cidade se recusaram a pagar, diversas empresas e indivíduos perderam grande parte de seus documentos e arquivos.

Em agosto, um hacker invadiu o sistema do hospital da Santa Casa do Pirajuí, no interior de São Paulo. A instituição se recusou a pagar pelo resgate, e acabou perdendo vários dados clínicos sobre os pacientes. Até programas usados em procedimentos médicos tiveram de ser reinstalados.


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