Polícia Civil de São Paulo investiga Genbit, que prometia retornos de 15% ao mês e não pagou milhares

Polícia Civil de São Paulo investiga Genbit, que prometia retornos de 15% ao mês e não pagou milhares
Nivaldo Gonzaga, à direita, é o criador da empresa acusada de pirâmide financeira (Foto: Divulgação)

A Polícia Civil de São Paulo está investigando denúncias contra a Genbit, empresa que oferecia investimentos em bitcoin com a promessa de até 15% de rendimentos ao mês. De acordo com uma nota da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), um inquérito foi instaurado para apurar o caso.

Segundo informações publicadas pelo G1, a polícia já ouviu algumas pessoas que alegam ser vítimas de um golpe e também já interrogou os responsáveis pela empresa.

“O procedimento está em trâmite, com diligências sendo realizadas pela equipe”, disse a SSP ao jornal.

A Genbit, cujo escritório fica em Campinas (SP), está há pelo menos quatro meses sem pagar seus afiliados — estimados em 45 mil. Diante do calote, a empresa abandonou as operações com bitcoin e lançou uma criptomoeda própria chamada Treep Token (TPK).

De acordo com a empresa, a Genbit pretende fazer os pagamentos em dez vezes, a partir de março de 2020. O prazo, contudo, é o qual o grupo espera que a TPK se valorize.

Conforme alegou a defesa da Genbit, a suspensão das atividades ocorreu por conta de uma ordem da CVM. Segundo o advogado Rainaldo Oliveira, os clientes com problemas devem procurar a empresa para regularizar a situação.

Em novembro, a CVM rejeitou uma proposta de Termo de Compromisso protocolada pela Gensa Serviços Digitais S.A., empresa por trás da Genbit.

Genbit diz que não negociou dinheiro

De acordo com a reportagem da afiliada da Rede Globo, EPTV, o advogado explicou sobre o contrato feito com os clientes. Segundo ele, a negociação foi feita entre ativos digitais e não em dinheiro.

“Esse é um contrato que não se negociou dinheiro por dinheiro”, disse.

“Em matéria do que diz respeito aos ativos digitais do contrato, já foram todos antecipados na carteira digital dos clientes”, acrescentou.

Ministério Público e Genbit

O calote nos investidores, porém, foi um dos motivadores da ação civil pública criada pelo Ministério Público de São Paulo contra a Gensa.

O valor da ação é de R$ 1 bilhão e se refere ao prejuízo estimado que a empresa gerou aos investidores. 

Conforme informações do MP, outras cinco empresas estão incluídas na ação, que também pede a condenação dos envolvidos.

Presidente pediu desculpas

No mês passado, se referindo à ação do MP, o presidente da Genbit, Nivaldo Gonzaga, divulgou um comunicado com pedido de desculpas aos investidores pelos problemas envolvendo a empresa nos últimos meses.

Sobre ação, no entanto, Gonzaga disse que seria uma “oportunidade” para o grupo empresarial.

Segundo ele, por meio dela, eles poderão “provar de uma vez por todas aos órgãos estaduais e federais que o Grupo Tree Part/GenBit sempre trabalhou dentro das leis brasileiras”.


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