“Perdi todas minhas economias investindo em Ethereum e com golpe de exchange canadense”

Escritor canadense conta como perdeu todas as economias investindo em Ethereum
Escritor canadense Jon Sufrin. Foto: Reprodução/Facebook

Intrigado com as notícias positivas sobre o bitcoin e outras criptomoedas em meados de setembro de 2017, o jornalista e escritor canadense Jon Sufrin contou como perdeu todas as suas economias investindo em Ethereum. O relato foi escrito por ele mesmo e publicado no Toronto Life no início do mês.

Em menos de um ano, o bitcoin, por exemplo, havia saído de US$ 900 para US$ 10 mil — em dezembro daquele ano, bateu cerca de US$ 20 mil.

O assunto, como ele mesmo descreve, se tornava cada vez mais falado entre as pessoas, até mesmo na barbearia que ele frequentava comentava-se sobre o bitcoin.

Sufrin se interessou no fato de os primeiros investidores em criptomoedas terem ficado milionários.

O escritor, que nunca havia feito um investimento sequer na vida, sentiu que estava perdendo aquela grande oportunidade. Logo se pôs a estudar sobre o mercado, primeiramente sobre o Ethereum.

Ele conta que ficou encantado com o projeto de Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum, quando soube que o Ether poderia ser usado da mesma maneira que o bitcoin.

Primeiro investimento em Ethereum

Em dezembro daquele ano, Sufrin comprou então US$ 5 mil da criptomoeda, que, segundo ele, deu 5.5 ETH — cada ether custou na ocasião US$ 900. 

Ele trabalhava como redator freelancer e por isso não tinha nada como certo — estava “precariamente empregado”, contou. Por isso, ele acreditou ter sido um bom negócio.

“Prometi a mim mesmo que faria apenas uma compra e que não acompanharia os preços por um ano”, relatou.

No entanto, como qualquer ser humano, Sufrin não suportou a ansiedade e começou a acompanhar os preços no mercado.

De acordo com ele, nas semanas seguintes à compra, o valor da Ether saltou para quase US$ 1.800 e ele viu seu dinheiro dobrar. “Meus US$ 5 mil haviam se transformado em cerca de US$ 10 mil, quase que instantaneamente”, contou.

Investiu mais em Ethereum

Encantado, Sufrin comprou mais US$ 2 mil da criptomoeda. “Eu não podia, mas estava convencido que eu me tornara um ‘evangelista’ do Ethereum”.

Naquela altura, conta, ele já discursava sobre as melhorias que poderiam acontecer na rede ethereum, já que havia muitos projetos usando sua blockchain, ao que ele chamou de ‘nave-mãe das criptomoedas”.

Com o crescimento dos fundos, ele aconselhou amigos a investirem. Seu pai também se propôs a aplicar no ether e investiu US$ 10 mil. A exchange de custódia era a canadense QuadrigaCX.

Ethereum, euforia e horror

“Senti uma onda de possibilidade. Eu sonhava em sair do apartamento que eu dividia com duas colegas de quarto, e comprar minha própria casa”, disse o escritor antes de relatar o triste desfecho.

Ele conta que no início de 2018 vieram aquelas quedas e altas bruscas que ele acompanhou com euforia e horror. Se caía, ele comprava mais, para aproveitar dos investidores em pânico que vendiam cedo demais.

Contudo, o que restou foi a frustração. Seu investimento e US$ 10 mil se tornou apenas US$ 1.050 no final de 2018 quando o ether chegou a US$ 115 cada.

Desiludido, ele resolveu então deixar de observar os preços e deixou o mercado de lado. No entanto, em fevereiro deste ano, quando resolveu dar uma olhadinha nos fundos, se deparou com exchange fora do ar.

“Senti um aperto no peito. Meu dinheiro estava trancado dentro de um site que não funcionava mais”.

Ele procurou então saber o que tinha acontecido. No Reddit, viu a notícia sobre o caso QuadrigaCX. O proprietário da exchange havia morrido e consigo levou as chaves privadas que davam acesso a todos os fundos lá existentes.

Para Jon Sufrin, o problema maior foi dar a notícia para o seu pai, que sempre perguntava como estavam os rendimentos — seria muito difícil contar que os US$ 10 mil não haviam apenas diminuído, mas desaparecidos. 

No entanto, mesmo com a péssima notícia, seu pai se mostrou forte. Além de não se deixar abalar, ele ainda encorajou o filho, sugerindo que um dia eles poderiam reaver os fundos.

“Agora eu sei que deveria ter guardado minha criptomoeda em uma carteira digital independente”, disse Sufrin ao final do relato.


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