O que levou o Bitcoin a desabar em setembro e ficar abaixo de US$ 8.000

O que levou o que Bitcoin a desabar em setembro e ficar abaixo de US$ 8.000
Foto: Shutterstock

O bitcoin segue em queda e, nesta quinta-feira (26) às 13h15min (horário de Brasília), foi negociado abaixo de US$ 8.000 pela primeira vez desde o início de junho.

No Brasil, a criptomoeda também opera em forte queda e é negociada a R$ 33.650.

O movimento de baixa teve início na segunda (23), quando rompeu o suporte dos US$ 10.000. O dia também foi marcado pelo início das operações da Bakkt, tradicional bolsa de commodities de Chicago onde serão negociados contratos futuros de bitcoin.

Na terça, a queda se intensificou e o Bitcoin caiu mais de 15%, batendo US$ 8.100. Uma leve correção ocorreu nas horas seguintes para US$ 8.700 mas não conseguiu se manter por muito tempo.

Para João Paulo Oliveira, fundador da Nox Bitcoin, os volumes do mercado no mundo todo já estavam baixos, o que mostra uma possível falta de interesse no curto prazo. “Mas a queda, em si, está dentro da volatilidade mensal esperada do bitcoin”, disse.

“Compra no boato, vende no fato”, disse Márcio Gandra, empresário e desenvolvedor blockchain, ao Portal do Bitcoin. Para ele a Bakkt, assim como a CME, são exemplos claros disso. A notícia de uma possível entrada de capital institucional atrelado ao início da Bakkt gerou uma expectativa de injeção de mais alguns bilhões no mercado.

A expectativa, no entanto, foi frustada, já que 75 vezes menos volume entrou na Bakkt em comparação com a CME. “Os grandes players desovam, os pequenos compram lenços e o mercado aguardará mais uma novidade para mais um movimento de alta, que dessa vez deve levar muito mais tempo pra ocorrer”, disse o desenvolvedor, indicando que o próximo grande evento deve ser o halvening, programado para meados de 2020.

O trader Raphael Soffieti, que já trabalhou na corretoras Foxbit e Bitblue, também conectou a queda com o que chamou de volume decepcionante na abertura da Bakkt.

“Isso pode ter mostrado à comunidade que empresas, grandes instituicoes, não estão dispostas a investir em escala no bitcoin”, afirmou.

O trader lembrou também que essas grandes oscilações são recorrentes no Bitcoin: “Quem está operando há alguns anos sabe que é bem comum esse tipo de movimento acontecer”.

Mercado acompanha

Em paralelo, a maioria das criptomoedas do mercado também operam em queda. Ethereum (ETH) e Ripple (XRP) perderam 5,15 e 3,76% respectivamente no dia.

Entre as principais, apenas a Stellar operam em alta de 3%.

A capitalização do mercado de criptoativos também segue em forte queda, voltando a se aproximar dos US$ 200 bilhões após perda de mais de US$ 50 bi apenas nesta semana.


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