O motivo pelo qual a Ripple (XRP) segue em queda e tem dificuldade de se recuperar

O XRP tem a maior taxa de inflação entre as dez principais criptomoedas e isso afeta seu preço

Brasil representa 30% do volume de transferências de valores da Ripple
Foto: Shutterstock

No ano passado, o XRP, token da Ripple, teve o pior desempenho entre as dez principais criptomoedas, tendo perdido quase metade de seu valor nesse período. Agora, ele acumula queda de 95% em relação ao topo histórico registrado no início de 2018. Isso pode ter algo a ver com o fato de sua oferta em circulação estar crescendo a níveis recordes.

De acordo com dados da Messari, o XRP agora tem, de longe, a maior taxa de inflação entre qualquer uma das principais criptomoedas, com 20,5% ao ano. Atualmente, há 20,5% a mais de XRP em comparação com esse período no ano passado. Para comparação, a Tezos é a única outra criptomoeda com uma taxa de inflação acima de 10% (atualmente 13,1%); todas as outras moedas têm uma taxa de inflação entre 2,6% (EOS) e 5,1% (LTC).

Enquanto a Tezos tem inflação igualmente alta, seu preço teve um bom desempenho no ano passado – um aumento de 60%. No entanto, soube aproveitar um aumento do interesse por criptomoedas Proof-of-Stake.

Em 11 de maio, o Bitcoin passou pelo terceiro halving, cortando pela metade as recompensas concedidas aos mineradores e reduzindo a quantidade de novos bitcoins por bloco para apenas 6,25 BTC. Como resultado, sua taxa de inflação agora é de apenas 1,8%, o que é mais baixo que o ouro. Isso também é muito inferior à taxa de inflação do XRP.

Assim como nas moedas fiduciárias, como o dólar americano (USD) ou a libra esterlina (GBP), a inflação se refere à rapidez com que a oferta monetária aumenta. Um alto valor para a inflação indica que há um grande número de novas unidades monetárias entrando em circulação e é geralmente considerado uma coisa ruim – uma vez que o poder de compra das moedas que já estão em oferta normalmente reduz.

A quantidade de XRP (verde) em circulação está crescendo a uma taxa impressionante. Tezos (roxo) não fica muito atrás. (Imagem: Messari)

Atualmente, existe um total de 29,86 bilhões de XRP em circulação, segundo a Messari, equivalente a pouco menos de 30% do fornecimento total de XRP. (O CoinMarketCap registra 44 bilhões de XRP, o que seria de 44%.) O Bitcoin (BTC), por outro lado, possui mais de 87,5% de sua oferta total em circulação.

Não é difícil entender por que a oferta circulante do XRP também está crescendo a um ritmo impressionante. A cada trimestre, a Ripple – a empresa que ajuda a manter a blockchain XRP – libera centenas de milhões de XRP de suas carteiras de garantia. Esse XRP é vendido para ajudar a financiar desenvolvimentos da empresa, desenvolver o token XRP e integrar novos parceiros, entre outras coisas.

“As vendas do XRP são para ajudar a expandir a utilidade do XRP – construir a RippleNet e dar suporte a outras empresas de negócios com XRP, disse o CEO da Ripple, Brad Garlinghouse, no twitter em 22 de maio.

Embora a Ripple precise financiar seus desenvolvimentos de alguma forma, a prática é difamada por muitos na comunidade, que sentem que a Ripple está suprimindo voluntariamente o mercado com suas vendas. E eles têm razão. De acordo com o rastreador de carteira XRPArcade, a Ripple desbloqueou um total de 5 bilhões de XRP até agora em 2020 – o equivalente a cinco por cento da oferta total. Mas ainda não está claro exatamente quanto disso aconteceu nas em exchanges públicas.

Com mais 49,4 bilhões de XRP ainda bloqueados nos contratos de custódia da Ripple e 1 bilhão de XRP agendados para lançamento todos os meses até meados de 2023, é provável que esse problema não desapareça tão cedo.

*Traduzido e republicado com autorização da Decrypt.co

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