MPF prende Eike Batista e diz que empresário lavava dinheiro com bitcoin e outras criptomoedas

MPF prende Eike Batista e diz que empresário lavava dinheiro com bitcoin
Foto: Shutterstock

O ex-empresário e ex-bilionário Eike Batista foi preso nesta quinta-feira (08) pelo Ministério Público Federal (MPF) do Rio de Janeiro na operação Segredo de Midas. De acordo com o jornal Folha de São Paulo, os procuradores encontraram evidências de que Eike estava negociando bitcoin e criptomoedas.

O jornal também afirma que o MPF encontrou na casa do empresário um manuscrito que continha o login e senha da exchange brasileira BitcoinTrade. A conta estava no nome de Flavia Sampaio, esposa de Eike.

A Folha cita ainda que a investigação acredita que o próprio Eike usava a corretora com objetivo de lavar dinheiro e que o juiz Marcelo Bretas autorizou a entrada na conta.

O comunicado à imprensa do MPF enviado durante a manhã, contudo, não cita criptomoedas. Fala apenas que está apurando crimes de manipulação de mercado e utilização de informação privilegiada.

“As investigações realizadas a partir das operações Eficiência e Hashtag revelaram que as mesmas contas utilizadas para o pagamento de propina a Sérgio Cabral foram usadas para manipular ações de empresas envolvidas em contextos negociais com Eike Batista”, diz o texto.

Eike, bitcoin e blockchain

Desde pelo menos março de 2018, Eike já demonstrava conhecimento na tecnologia. Na ocasião, o antigo homem mais rico do Brasil, que já vinha sendo investigado pela Lava Jato, usou seu canal do Youtube para falar sobre bitcoin e blockchain.

“A tecnologia blockchain impede falsificações através de um constante processo de criptografia, criando um sistema inexpugnável – o que é muito importante por exemplo, para [o segmento de] cartões de crédito. Eu mesmo tive o meu cartão violado”, disse o empresário na época.

Na avaliação de Eike, o mundo das criptomoedas tende a passar por um processo semelhante ao das redes sociais. “Qual das criptomoedas vai vingar no final?”, ele questiona no vídeo.

“É como o Orkut. Quem ganhou a corrida e hoje domina foi o Facebook. As mídias sociais começaram de um jeito e quem ganhou foram nomes que surgiram no segundo ou terceiro ciclo”, disse, respondendo à própria pergunta.

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