Mineradoras de Bitcoin serão fechadas em região da China; Prazo é até final de agosto

Valorização do bitcoin aumenta demanda por equipamentos de mineração
(Foto: Shutterstock)

As atividades de mineração serão encerradas na região autônoma da China, Xinjiang Uyghur. Considerada ilegal pelas autoridades, as operações deverão ter um fim até o final de agosto, conforme publicação da Coindesk nesta segunda-feira (23).

Os primeiros rumores surgiram no final de semana após o vazamento de um aviso da Comissão de Economia e Informação de Xinjiang (EIC).

O documento exige que empresas de serviços públicos fechem operações ilegais de mineração de bitcoin na jurisdição.

A autenticidade do documento foi confirmada à Coindesk por um funcionário do escritório. Segundo ele, o documento foi elaborado pela unidade da EIC encarregada pelo setor financeiro.

O documento definiu a atividade de mineração como “entidade de negócios não licenciados”, ou seja, operação não registrada pelo governo local. A eletricidade também fez parte do relatório como “uso de energia elétrica sem contratos formais com empresas de serviços públicos”.

“Agências e empresas locais de serviços públicos serão responsabilizadas se não fecharem as operações ‘ilegais’ de mineração de bitcoins”, escreveu a EIC.

A decisão é uma sequência de um aviso emitido em janeiro que também exigia que as empresas de serviços públicos de Xinjiang realizassem e emitissem relatórios regulares sobre as atividades em questão. A intenção já era a retirada, ordenadamente, de todos os mineradores da região.

Na ocasião, apenas a ViaBTC acatou ordens de fechamento e comunicou seus clientes o encerramento das atividades. Era um momento de muita tensão em todo o país, pois boatos de proibição já ocorriam desde meados de 2017.

A repressão já afeta mineradoras de Xinjiang. Scott Meng, presidente de uma startup canadense de blockchain que também é proprietária de fazendas de mineração na região, disse à CoinDesk que o aviso do governo no início deste ano “definitivamente teve impacto” nas operações de mineração de bitcoin.

“Eu tenho dois parceiros lá: um tem 18 mil equipamentos, o outro tem 40 mil. E eles têm clamado por ajuda nos últimos dias, pedindo que eu procure lugares nos EUA e no Canadá, mas primeiro eu preciso ter eletricidade. Precisamos construir fazendas a partir do zero”, disse Meng.

Não é de agora

Em junho de 2017, as autoridades de Xinjiang já havia emitido um aviso aos departamentos municipais instruindo-os a serem cuidadosos ao apoiar as empresas de mineração de bitcoin.

“Essas operações não contribuem em nada para a economia da região, além de consumirem um volume considerável de eletricidade”, disse a EIC na ocasião.

Nesse período havia grande mobilidade de investidores à procura de locais que tivessem vastos recursos territoriais e energia barata. Um diferencial seria por regiões mais frias, visto que os equipamentos de mineração dispersam uma quantidade muito grande de calor.

Bitmain

Não se sabe se a maior mineradora do mundo, Bitmain, opera na região, mas há indícios que sim, visto um comunicado da empresa em 2016 que relatava um plano de mineração para a região de Xinjiang. Porém o funcionário da EIC não quis falar sobre o assunto.

Mineração de Bitcoin


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