Mineradora de Bitcoin: Após 2ª Fase de Financiamentos, Bitmain é Avaliada em US$ 12 Bilhões

Mineração de bitcoin de gigante japonesa deu prejuízo de R$ 45 milhões em 2018
(Foto: Shutterstock)

Um ano após a primeira rodada de financiamento, a Bitmain, a maior potência na mineração do Bitcoin, completou sua segunda (e provavelmente a última) fase de oferta.

Com o novo financiamento, que foi entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões, a empresa foi avaliada em aproximadamente US$ 12 bilhões, segundo relatou os site Caixin nesta sexta-feira (06) que citou fontes anônimas.

De acordo com a descrição, os principais investidores da nova série de investimentos incluem a Sequoia Capital China, a americana Coatue Management e EDBI, um fundo Cingapura.

Há quase um ano a Bitmain recebia US$ 50 milhões de investimentos na sua primeira licitação. Na ocasião, destacaram-se a IDG Capital (EUA) e, novamente, a Sequoia Capital China.

O relatório da Caixin também indicou que a Bitmain está atualmente realizando uma rodada de financiamento pré-IPO (Oferta Pública Inicial), o que pode encaminhá-la a uma abertura do seu capital na Bolsa de Valores de Hong Kong no futuro, opinou a Coindesk.

Se isso acontecer a empresa será outra gigante chinesa de mineração de Bitcoin a se relacionar com a Bolsa, como aconteceu com Canaan Creative (maior concorrente da Bitmain) e a Ebang Communication.

A Bitmain ainda não se pronunciou sobre o assunto.

IPO já era prevista

Conforme publicou o Portal do Bitcoin em 10 de junho, uma IPO já tinha sido anunciada pelo cofundador da Bitmain, Jihan Wu. A abertura de capital na bolsa de valores possibilitaria um acompanhamento mais preciso em tempo real sobre o valor da Bitmain, avaliada na ocasião em US$ 8,8 bilhões.

Abrir o capital para buscar investimentos ainda não é uma estratégia comum para empresas que fabricam máquinas para mineração de criptomoedas, mas a moda pegou e as empreitadas provavelmente vão continuar.

Próxima dos 51%

A Bitmain está próxima de controlar 51% do poder de processamento da rede bitcoin. Este número é frequentemente associado à perda de descentralização da rede.

Com esse percentual, a empresa poderia comprometer mais da metade da rede ao censurar transações ou a realizar gastos duplos.

Os ataques desse tipo, chamados de ‘51%’ ou ‘Gasto Duplo’, começaram a se tornar mais frequentes em redes de blockchain, especialmente nas usadas para validar transferências de criptomoedas pequenas.

Em meados de maio, o Bitcoin Gold (BTG) sofreu ataques que levaram à perda do equivalente a US$ 18 milhões. Operadores de Verge e Monacoin também foram roubados.

A ZenCash (ZEN) foi a mais recente altcoin a sucumbir a um ataque de 51%, no mês passado, quando um minerador mal-intencionado executou um ataque, com sucesso, de pelo menos três gastos duplos.

Quanto custa atacar o Bitcoin e outras criptomoedas?

O Portal do Bitcoin divulgou uma tabela que lista o custo necessário para realizar 1 hora de ataque em diversas criptomoedas.

Para realizar uma hora de ataque na rede do Bitcoin, por exemplo, seria necessário US$ 698 mil, enquanto no Bytecoin, apenas US$ 850.

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