McAfee: Ataques com malwares que mineram Bitcoin crescem 86% em 2018

(Foto: Shutterstock)

A McAfee Labs, empresa americana de informática e softwares de segurança, revelou que ataques cibernéticos com malwares de mineração de criptomoedas cresceram 86% no segundo trimestre deste ano, segundo relatório publicado pela instituição na segunda-feira (24).

O relatório afirma que, apesar dos malwares serem menos comuns — ransomwares são mais usados — os programas maliciosos que mineram criptomoedas usando uma técnica chamada “cryptojacking” emergiram rapidamente como um fator no cenário de ameaças, sendo seus alvo principal os PCs.

Os malwares são programas intrusos que se infiltram em um sistema com o intuito de causar danos, alterações ou roubo de informações. Os ransomwares são programas maliciosos muito nocivos que restringem o acesso ao sistema infectado, cobrando resgate para que o acesso possa ser restabelecido.

“Há alguns anos não pensávamos que roteadores de internet e outros dispositivos pudessem ser usados para ‘criptomonetização’, dadas suas velocidades de CPU vistas como insuficientes para suportar tal atividade”, disse Christiaan Beek, chefe da equipe que produz regularmente o Relatório de Ameaças da McAfee Labs.

O relatório também evidenciou adaptações em malwares antigos como o WannaCry e o NotPetya que sofreram mudanças contínuas após um surto de ataques em 2017 (cerca de 400 mil) e hoje (um crescimento de 629%, ou seja, 2,9 milhões) são ameaças totalmente novas.

O crescimento dessas mutações foi de 151%, segundo o relatório.

Antes, porém, entre 2014 e 2017, houve 167 crimes relacionados ao Bitcoin que foram reportados à polícia. A maioria envolviam chantagens após ataques com malwares do tipo WannaCry.

A McAfee afirmou também que sua equipe de pesquisa encontrou pelo menos 15 aplicativos maliciosos no Google Play, o que demonstra que os cibercriminosos continuam encontrando novas maneiras de roubar as vítimas que usam aplicativos oriundos de lojas oficiais.

Um dos fatores que mais chamou a atenção é que a equipe descobriu que a maioria dos ataques com malwares e phishing é focada em sistemas com implementação da tecnologia blockchain.

Jogadores são os maiores alvos

Em alguns casos, segundo o relatório, os criminosos visam grupos específicos em vez de um amplo campo de vítimas em potencial.

Os gamers se tornaram uma das principais vítimas. Muitos deles acabam sendo persuadidos ou enganados e acabam baixando programas acreditando que vão melhorar a performance no jogo.

Técnica “SIM swap” também avança entre hackers

Na última segunda-feira (24), o jogador profissional do game online League of Legends (LoL), Yiiliang Peng, relatou ter perdido US$ 200 mil em criptomoedas.

Em seu canal no YouTube, dedicado a vídeos sobre o jogo, ele conta que provavelmente perdeu sua conta da exchange Coinbase por meio do número de celular usado para autenticação de dois fatores, a 2FA.

Antes do roubo, o jogador percebeu um comportamento estranho do sinal de celular, que ficava fora de área e não voltou a funcionar.

Ao entrar em contato com sua operadora, ele descobriu que seu chip de telefonia havia sido dado como roubado ou perdido, e o número transferido para outro dispositivo.

Yiliang diz que tentou acessar sua conta na exchange, mas seu nome de usuário e senha já haviam sido trocados. Resultado: ele perdeu cerca de US$ 200 mil (R$ 817 mil) em criptomoedas nas transações feitas pelo hacker.


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