Justiça italiana ordena exchange devolver US$ 170 milhões por perda de milhões de Nano

Justiça italiana ordena exchange devolver US$ 170 milhões por perda de milhões de Nano
(Foto: Shutterstock)

170 milhões de dólares. Esse é o valor que o fundador da corretora BitGrail, Francesco Firano, terá de reparar investidores pelas perdas da criptomoeda Nano que estavam custodiadas junto à exchange. A decisão foi proferida pela Corte de Florença na Itália no último dia 21.

Segundo informações da BitGrail Victims Group, a empresa havia “perdido” 17 milhões de nano em 2018, o que corresponderia ao valor de US$ 170 milhões e deixou muitas pessoas no prejuízo por muito tempo.

A crise com a BitGrail é antiga. Em fevereiro de 2018, a Exchange havia enviado um comunicado pelo qual afirmava que 17 milhões de Nanos haviam desaparecido e “que todos os serviços da plataforma tinham sido bloqueados”.

Esse déficit, segundo a própria empresa, teria afetado “80% dos Nanos de propriedade dos usuários”. Para piorar a situação, a exchange não conseguiu devolver todos os ativos digitais que haviam sido roubados.

A companhia chegou a declarar um “plano de pagamento”. O fato, contudo, é que em 14 de março de 2018, a coisa mudou de figura.

Segundo informações da Hard Fork, Francesco Firano estava dividido entre declarar falência — o que lhe isentaria da responsabilidade de pagar o dinheiro de volta — ou devolver 20% dos fundos perdidos imediatamente com a promessa de que devolveria o resto mais tarde.

Restituição de Nano

Ele, então, resolveu restituir os 20% dos Nanos devidos e o resto seria devolvido em forma de um token ceriado pela BitGrail chamado “BitGrail Shares”

O caso foi levado à corte de Florença que autorizou a apreensão dos ativos financeiros do Ceo da Exchange. O resultado foi que mais de US 1 milhão de dólares em bens foram apreendidos, incluindo o carro de Firano.

A justiça italiana também conseguiu recuperar milhões de dólares em criptomoedas que estavam nas contas da Exchange BitGrail. Esse dinheiro foi transferido para as contas administradas pelos curadores que foram nomeados pelo tribunal.

Plano quase perfeito

A Justiça descobriu que tentou de todas as formas se dar bem, criando diversas artimanhas que vão desde transferir fundos de clientes para as carteiras sob controle direto do BitGrail à até fazer saques de um caixa eletrônico ligado a sua exchange.

Há forte suspeita de que o “sumiço” das Nanos tenha sido algo proposital e que Firano esteja por trás desse fato. Uma coincidência muito forte chamou a atenção dos investigadores. Em dias anteriores à notícia da perda de 17 milhões de Nanos, Firano havia depositado 230 bitcoins — cerca de US$ 1,8 milhão —, numa tentativa futura de trocar essa criptomoeda por euros

O plano era perfeito. Firano vinha destruindo o sistema de segurança relacionado às chaves privadas dos usuários do BitGrail. Nenhuma proteção adequada foi instalada para evitar problemas nas operações com Nano.

Com esse cenário, não havia qualquer garantia de que os Nanos não pudessem ser repentinamente retirados sem autorização dos usuários e foi exatamente isso que ocorreu.

A suspeita em torno de que Firano tenha planejado tudo isso não se limita apenas ao deposito de bitcoins. Ele não ter divulgado adequadamente as transações suspeitas para seus usuários é que se torna algo que vai contra o Ceo da BitGrail, uma vez que milhões de dólares em Nano foram “perdidos” em inúmeras ocasiões e todas elas resultando de retiradas repetidas.


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