Justiça brasileira caça dinheiro da Minerworld em exchanges de criptomoedas dos EUA

Justiça brasileira caça dinheiro da Minerworld em exchanges de criptomoedas dos EUA
(Foto: Divulgação)

Com o objetivo de localizar bitcoins da Minerworld no exterior, a Justiça brasileira vai acionar os Estados Unidos solicitando saldos junto às exchanges Neteller e Poloniex. A empresa é acusada de pirâmide financeira no Brasil.

A decisão foi proferida pelo juiz titular da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, David de Oliveira Gomes Filho, conforme publicação do Midiamax na terça-feira (10).

Quando a Minerworld deixou de pagar seus clientes, alegou ter tido sua conta na Poloniex hackeada em cerca de 851 Bitcoins, que hoje valeriam R$ 35 milhões aproximadamente.

Na ocasião, um relatório — bastante controverso — realizado por um professor da USP constatou o roubo, mas até então a empresa já vinha sofrendo uma série de denúncias por conta da falta de pagamento a clientes.

Contudo, diz a reportagem, o objetivo das cartas aos EUA não é só ter acesso ao saldo de criptomoedas, mas também identificar a movimentação das contas e eventualmente repatriar quantias.

Bitcoins da Minerworld

De acordo com o Midiamax, o envio de cartas rogatórias foi acertado pela Justiça em janeiro deste ano em audiência que ocorreu no Fórum de Campo Grande (MS).

A documentação é chamada de ‘cartas rogatórias’, que é um instrumento jurídico de cooperação entre dois países.

Na ocasião, foram ouvidos sócios e vários outros réus suspeitos de atuarem em esquema de pirâmide.

Depois de lesar mais de 50 mil clientes investidores, durante uma audiência em janeiro, das 14 contas verificadas, cinco foram acessadas e três possuíam saldos nos valores de US$ 763,80, 0,00002469 e 0,0007597 bitcoin.

As demais não foram abertas por incompatibilidade de senhas ou problemas nos sistemas de acesso.

Esquema de pirâmide

A empresas Minerworld, Bitofertas e Bitpago, se apresentavam como plataformas de criptomoedas focadas no comércio de produtos usando o bitcoin como meio de pagamento e prometiam lucros exorbitantes em cima da criptomoeda.

Em abril do ano passado, as três empresas foram alvos do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) com ações em Campo Grande (MS) e São Paulo.

Segundo a polícia, o esquema tinha como seus principais dirigentes Cícero Saad, Hércules Gobbi e Johnnes Carvalho, que recrutavam pessoas para fazer parte do grupo que, segundo eles, era uma mineradora de bitcoin.

A operação, chamada ‘Lucro Fácil’, foi solicitada pelo MPMS após uma ação cível pública proposta pela 43ª Promotoria de Justiça.

O início das investigações deu-se depois da denúncia da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que verificou o público lesado e pediu providências.


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