Justiça bloqueia bens de empresa de investimentos que deu calote em clientes no Ceará

Justiça bloqueia de bens de empresa de investimentos que deu calote em clientes no Ceará
Imagem: Shutterstock

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 755 mil reais das contas da Miner Investimentos e de seus proprietários, resultado de uma tutela cautelar requerida por vários investidores cearenses.

A decisão foi publicada no Diário de Justiça do Estado de São Paulo (DJSP) na terça-feira (20) e os réus terão um prazo de até cinco dias para apresentarem uma defesa.

A Miner gerenciava cerca de R$ 120 milhões de mais de mil investidores em todo o Brasil. Conforme a empresa, houve erros estratégicos e eles acabaram sendo vítimas de um golpe perpetrado pela JJ Invest, cujo dono, Jonas Spritzer Amar Jaimovick, está foragido.

“Os ativos tiveram variação negativa de 75,27% por conta de um golpe perpetrado contra a Miner pela JJ Invest, que lesou milhares de investidores no Brasil”, disse em nota enviada ao Portal do Bitcoin também na terça.

O contraponto foi inserido na matéria publicada pelo Portal do Bitcoin intitulada ‘Empresa de investimentos do Ceará dá calote de R$ 10 milhões depois de queda da JJ Invest’ no mesmo dia.

Segundo a nota, uma ação judicial é movida pela Miner na Justiça do Rio de Janeiro contra a JJ Invest para recuperar os valores e repassá-los aos cotistas.

A Miner disse devolveria apenas 25% dos valores:

“O prejuízo decorrente do golpe sofrido pela Miner foi dividido igualmente entre todos, inclusive os sócios ostensivos, que também foram prejudicados”.

Miner Investimentos e JJ Invest

No início de agosto, vários clientes denunciaram a Miner após um email enviado pela empresa onde informou o fim das atividades.

A empresa teria dado um prejuízo de R$ 10 milhões somente no estado do Ceará, prejudicando dezenas de pessoas.

No início do ano, Jaimovick, dono a JJ Invest fez inúmeras aparições em redes sociais explicando a falta de pagamento dos associados da JJ Invest e logo depois desapareceu.

Ele deixou um prejuízo estimado em R$ 170 milhões. A JJ Invest chamou a atenção de famosos e até chegou a patrocinar o time carioca Vasco da Gama.

Ambas empresas não tinham autorização para administrar carteiras de valores mobiliários. Enquanto Jaimovick angariava pessoas prometendo lucros de até 10% ao mês, Renee Silva e Geraldo Vieira, da Miner,  apresentavam a empresa como corretora de investimentos.

Contraponto da Miner Investimentos

A Miner Investimento enviou uma nota em resposta aos acontecimentos:

“A Miner encerrou as atividades no último dia 5 de agosto depois de recomendação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O órgão federal mudou o entendimento que permitia que sociedades de cotas em participação como a Miner pudessem atuar em negócios no mercado de valores. Desde este acordo de ajuste com a CVM, que transcorreu sem autuações, os sócios participantes têm recebido os valores de seus saldos, calculados pela variação dos ativos em que os recursos estavam aplicados, de acordo com os contratos de adesão celebrados com cada cotista.

Ocorre que os ativos tiveram variação negativa de 75,27% por conta de um golpe perpetrado contra a Miner pela JJ Invest, que lesou milhares de investidores no Brasil. Uma ação judicial é movida pela Miner na Justiça do Rio de Janeiro contra a JJ Invest para recuperar os valores (processo nº 0190522-15.2019.8.19.0001) e repassá-los aos cotistas. Enquanto isso não ocorre, os recursos disponíveis — relativos a 24,73% dos ativos — estão sendo repassados às contas dos cotistas da Miner.

Cabe lembrar que todos os cerca de 1.100 sócios já receberam em igual proporção. E que o prejuízo decorrente do golpe sofrido pela Miner foi dividido igualmente entre todos, inclusive os sócios ostensivos, que também foram prejudicados.

A intenção da Miner é e sempre foi de honrar os compromissos.

É importante frisar que, desde sua criação, a Miner informava aos seus cotistas que os investimentos da SCP eram de alto risco, sujeitos a oscilações bruscas e a prejuízos. Comunicados e o site da empresa alertavam para que os investidores não destinassem mais do que 20% do seu patrimônio à SCP, que aplicavam os recursos em ativos negociados na Bolsa de Valores (B3). Os próprios contratos eram claros quanto à modalidade de risco dos investimentos — como aliás é alertado por qualquer corretora de valores para investimentos em ações, opções ou mercados de derivativos.

Os diretores da Miner mantêm a empresa aberta, em plantão, para atender os sócios e fornecerem as explicações necessárias. Lamentam as perdas, mas permanecem à frente do negócio até que todas as pendências sejam resolvidas.”


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