Investidores brasileiros milionários do Shark Tank opinam sobre bitcoin e criptomoedas

(Jurados do 'Shark Tank' (da. esq. p/ a dir.): :João Appolinário, Cristiana Arcangeli, Caito Maia, Camila Farani e Robinson Shiba - Foto: Divulgação

Os milionários apresentadores da versão brasileira do reality show americano Shark Tank, transmitido às sextas-feiras pelo Canal Sony, opinaram sobre bitcoin e criptomoedas.

De acordo com um vídeo publicado pelo canal Startupi no Youtube nesta quarta-feira (14), Camila Farani, Caito Maia, João Appolinário, Cris Arcangeli e Robinson Shiba aparentemente não estão focados no novo mercado financeiro, mas há de se considerar que o vídeo tem pouca duração e só mostra alguns de seus pitacos.

No entanto, um pouco do que falaram é assunto no dia a dia na comunidade das criptomoedas, onde entusiasmo e ceticismo se equilibram, quase que num meio termo.

O empresário que mais mostrou entusiasmo foi Robinson Shiba, dono da rede de fast-food China in Box.

“Criptomoeda já é realidade. Eu acredito que só existe a necessidade de ter um pouco mais de regulamentação para que todos os países comecem a aceitar criptomoeda”, disse Shiba.

O ‘rei da culinária chinesa’ abriu sua primeira loja em 1992 em São Paulo. Hoje administra 145 lojas entre franquias e lojas próprias. Shiba é pioneiro no serviço de delivery no Brasil.

O empresário João Appolinário é outro que acredita nas ‘moedas virtuais’, mas admite que o novo mercado ainda lança muita dúvida.

Appolinário é dono da gigante varejista Polishop, um dos maiores anunciante da televisão brasileira, tanto que o empresário já foi apelidado de ‘o homem da TV’.

“Eu entendo que todas essas moedas virtuais são uma grande dúvida para o mercado. Agora, quanto a ser uma moeda digital, eu acredito muito e acho que esse é um caminho para o futuro”, disse o empresário.

Quem mostrou um pouco mais de conhecimento em criptoeconomia foi Cristiana Arcangeli, empresária que atua no mercado de beleza e bem estar.

“Hoje só 6% do bitcoin é usado como transação de moeda — para pagar e comprar coisas. Então, por enquanto, é uma moeda só especulativa e por isso que ela oscila tanto”, disse Arcangeli, que acrescentou:

“A criptomoeda só vai começar a valer alguma coisa o dia em que ela for usada de verdade como moeda”.

Arcangeli é fundadora de empresas como Phytoervas, PH Arcangeli e atualmente é CEO na Beauty’in e sócia do Fundo de Investimento Phenix.

Já os empresários e também apresentadores do programa Camila Farani e Caito Maia, parecem não botar muita fé nas criptomoedas.

Farani, que é advogada e empreendedora desde 2001, disse que independente de ela ser investidora ou não, a exposição ao risco tem que aumentar à medida em que você ganha mais confiança no seu próprio mercado.

“Eu ainda não sinto uma extrema confiança”, opinou a empreendedora que é sócia-fundadora da G2 Capital e participa de empresas como Grupo Boxx e Innovaty.

A empresária também presidiu o ‘Gávea Angels’, um dos primeiros grupos de investimento anjo do Brasil e, em 2016, foi premiada como ‘Melhor Investidora-Anjo no “Startup Awards”.

Caito Maia, fundador da Chilli Beans, maior marca de óculos e acessórios da América Latina, mostrou-se o mais cético e falou sobre a nova tecnologia com um certo desdém.

“Eu acho que [futuramente] vai ser um complemento de tudo. Esse radicalismo tecnológico eu não acredito mesmo”, opinou.

Sobre o programa

O Shark Tank Brasil é um reality show onde pequenos inventores e empreendedores têm a chance de apresentar suas ideias e produtos para um painel de milionários em busca de novos investimentos na esperança de transformar suas criações em impérios lucrativos.


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