Hackers travam sistema de loja infantil em Mato Grosso do Sul e pedem resgate em bitcoin

(Foto: Shutterstock)

Uma loja especializada em produtos para bebês que fica no centro da cidade de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul (MS), teve seu sistema de computadores invadido por hackers que pediram pagamento em bitcoin para liberação da rede, reportou o Midiamax na última quinta-feira (08).

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do centro de Campo Grande (Depac), onde o gerente relatou que, após a invasão, os cibercriminosos o ameaçaram pedindo bitcoin para liberar o sistema.

Segundo o funcionário, todo o banco de dados da empresa ficou inacessível e ele não pode realizar alguns processos, como a emissão de notas fiscais, por exemplo, diz o site.

A invasão foi percebida pela primeira vez por uma funcionária que notou algo errado quando não conseguiu fazer emissão de notas fiscais. De acordo com o site, o técnico do estabelecimento foi chamado, mas não conseguiu reiniciar o sistema operacional.

Ao acessar o servidor da empresa, ele se deparou com o pedido de ‘resgate’ em bitcoin, mas que, segundo a mensagem dos hackers, os valores seriam informados posteriormente.

A empresa ficou, então, sem poder dar andamento em sua atividade normal, visto que a tentativa de extorsão não foi aceita pelo proprietário, como consta no boletim de ocorrência, segundo o Midiamax.

O caso segue sob investigação no Depac.

Outros casos semelhantes

O caso mais recente de invasão de sistema com pedido de resgate em bitcoin em solo brasileiro aconteceu no início de outubro no município de Boa Vista, em Roraima, quando a Polícia Civil local registrou a ocorrência de um ataque cibernético a uma empresa de contabilidade.

Neste caso, os hackers exigiram US$ 1.200 em bitcoin, cerca de R$ 4.800, para liberar o sistema que havia sido criptografado.

“Eles criptografaram todos os nossos bancos de dados. Nossa empresa presta serviço de contabilidade pública”, explicou um funcionário na ocasião.

Depois de acessar os sistema, os hacker deixaram mensagens em inglês e espanhol, assim traduzidas: “Nós sentimos, mas seus arquivos foram criptografados”; “Não se preocupe, podemos ajudar a recuperar todos os seus arquivos”.

Junto, um cronômetro do tempo para pagamento dos bitcoins que fixava o prazo de ‘1dia:23h:53:39’ para pagamento de resgate.

Ataques como este são frequentes

Ransomwares, programas maliciosos geralmente usados nestes tipos de invasão, tornaram-se mais frequentes com a popularização das criptomoedas por permitirem envio anônimo de valores, como pagamento de resgates.

Outro caso que aconteceu no Brasil foi no mês de agosto, quando um hacker invadiu o sistema do hospital da Santa Casa do Pirajuí, no interior de São Paulo.

A instituição se recusou a pagar pelo resgate e acabou perdendo vários dados clínicos sobre os pacientes. Até programas usados em procedimentos médicos tiveram de ser reinstalados.

Nos Estados Unidos, em meados de setembro, o sistema de logística do porto de San Diego, na Califórnia, sofreu o mesmo ataque e o sistema de registro de cargas, bem como o de autorização para novas chegadas foram afetados.

De acordo com as autoridades, também foram recebidas mensagens exigindo pagamento em Bitcoin para que o sistema voltasse ao normal. No entanto, a administração do Porto negou que iria colaborar com os criminosos.

No início do ano, em Atlanta, também em solo norte-americano, um ataque semelhante invadiu todo o sistema de computadores da região e os cibercriminosos exigiram o pagamento de US$ 51 milhões em bitcoins.

Como as autoridades da cidade se recusaram a pagar, diversas empresas e indivíduos perderam grande parte de seus documentos e arquivos.

Não é de agora

Em 2017, o ransomware ‘Petya’ invadiu mais de 100 mil computadores em todo o mundo, impedindo o acesso a contas e arquivos pessoais e de trabalho.

Muitos realizaram os pagamentos em bitcoins esperando retomar o controle de seus dados, mas nem todos tiveram sucesso. O Petya usou técnicas de hacking desenvolvidas pela Agência de Inteligência dos Estados Unidos (NSA) para fazer o ataque.


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