Globo investe quase meio bilhão de reais na fintech de meios de pagamentos Stone

Stone abocanha 7% do mercado de maquininhas de cartão e lucra R$ 172 milhões
Foto: Stone/Divulgação

O Grupo Globo se juntou à Stone, fintech brasileira com capital aberto na bolsa norte-americana Nasdaq, para uma joint venture que venderá maquininhas de processamento de cartões no Brasil, informou a Bloomberg na terça-feira (30).

A StoneCo será responsável pela área operacional da nova empresa e investirá R$ 50 milhões. Já Grupo Globo fica incumbido do plano de mídia que divulgará o produto a seu público-alvo, microempresas e autônomos. O investimento da Globo em divulgação será de R$ 461 milhões, segundo nota. 

A Globo terá 33% da nova empresa, cujo nome provisório é Stone Mais, enquanto a Stone controlará 67%. Caio Fiuza, diretor operacional da Stone, ficará à frente da nova operação, que deve começar as atividades em dois meses. A transação ainda precisa ser aprovada pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

“A parceria com a Stone nos dará a oportunidade de unir forças para criar uma vitrine para serviços financeiros, impulsionada pelo nosso amplo alcance e profundo conhecimento do cliente brasileiro”, afirmou o presidente do Grupo Globo, Jorge Nóbrega, em comunicado.

A Globo afirma atingir mais de 100 milhões de espectadores únicos, levando em conta todos os seus veículos – o equivalente a cerca de metade da população brasileira. “Essa capilaridade é o que precisamos em uma joint venture como essa”, afirmou Nóbrega, em entrevista ao jornal Valor Econômico. 

O executivo explicou que a meta da companhia é se tornar uma empresa “media tech”, enquanto a fintech brasileira mira o mercado dos microempreendedores.

A Stone, que debutou na bolsa Nasdaq em outubro de 2018 –cerca de seis anos após sua fundação– viu suas ações serem valorizadas em 42% desde então. Na estreia, captou US$ 1,2 bilhão em IPO (oferta pública de ações) e bateu valor de mercado de US$ 9 bilhões. Já a gigante brasileira, liderada por Roberto Irineu Marinho, tem capital fechado.

A meta é crescer no setor de meios de pagamentos, que vive guerra de preços com as concorrentes Cielo e PagSeguro (listada na Bolsa de Nova York, a NYSE), além de Linx, Rede, Global Payments Inc e First Data Corporation.

As negociações começaram em abril deste ano, segundo o Valor.

Controlada pelos sócios Eduardo Pontes e André Street, a empresa tem como acionistas o megainvestidor Warren Buffett , da Berkshire Hathaway, e os sócios da 3G Capital Marcel Telles, Jorge Lemann e Carlos Alberto Sicupira.


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