Gigante financeira do Japão vai fabricar equipamentos de mineração de criptomoedas

(Foto: Shutterstock)

A SBI Holdings, instituição financeira que administra o conglomerado SBI Group do Japão, anunciou a criação da subsidiária SBI Mining Chip Co. Segundo comunicado de imprensa, a nova empresa vai fabricar chips e desenvolver sistemas para o setor de mineração de criptomoedas.

A nova subsidiária é parte de uma estratégia de negócios do grupo na criptoeconomia.

“O Grupo SBI vai promover operações de mineração eficientes, confiáveis e sustentáveis para desenvolver um sólido e saudável mercado de criptomoedas”, diz um trecho do anúncio publicado na sexta-feira (22).

O comunicado diz que o SBI já promove fortemente uma ampla variedade de negócios baseados em ativos digitais, incluindo exchanges de criptomoedas e outras empresas relacionadas a blockchain.

“O Grupo praticou negócios no setor de mineração de criptomoedas no exterior e agora decidiu expandi-los”, diz um trecho.

A empresa disse que o processo para a fabricação dos novos produtos será conduzido em conjunto com uma grande empresa fabricante de semicondutores dos Estados Unidos.

Disse também, que a liderança ficará a cargo e Adam Traidman. A SBI Holdings o apresentou como especialista na área de eletrônicos.

Conforme o texto, ele trabalhou na NASA (Agência da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos) e fez sua carreira no Vale do Silício.

Grupo já estava no mercado

A primeira vez que o grupo revelou seu interesse no setor de criptomoedas foi em 2017. Na época, a empresa já cogitava em adquirir criptomoedas diretamente.

No ano passado, o SBI Group, através de sua subsidiária SBI Crypto, iniciou uma pool de mineração para o bitcoin cash (BCH), mas não está mais explorando a criptomoeda, disse a Coindesk.

Ao longo dos anos, a empresa se envolveu em várias áreas dentro do setor. Por exemplo, a criação da exchange VCTrade e do aplicativo para transferências de valores MoneyTap em parceria com a Ripple. Ambos projetos foram realizados no ano passado

No início deste ano, o grupo investiu US$ 15 milhões na startup suíça Tangem, fabricante de uma carteira de hardware de criptomoedas.

Recentemente também formou sociedade com a startup blockchain R3 para impulsionar a adoção de sua plataforma Corda no Japão.

Empresas voltam a investir

Nos últimos meses, grandes mineradoras de criptomoedas lutaram para se ajustar às condições do mercado. Muitas desistiram de projetos e outras foram obrigadas a fechar.

A Bitmain, por exemplo, que é a maior mineradora de bitcoin do mundo, teve um prejuízo de US$ 500 milhões (R$ 1,85 bilhão) no terceiro trimestre de 2018.

Ela passou tempos difíceis com demissões e fechamentos de escritórios em todo o mundo.

No entanto, muitas empresas da China estão voltando a investir no setor à espera da energia elétrica mais barata que é ofertada durante o verão chinês.


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