FX Trading cai e usuários migram para XtradeChain em nova promessa de ganho fácil

FX Trading cai e usuários migram para XtradeChain em nova promessa de ganho fácil
(Foto: Shutterstock)

Com o fim da FX Trading, as pessoas agora estão buscando a XtradeChain, uma empresa similar que tem atuado no Marketing Multinível, com promessas de ganhos fáceis no mercado de Forex e de criptomoedas.

A venda de facilidades pela empresa tem servido de análises por diversos youtubers que comparam a XtradeChain com a FX Trading.

As semelhanças entre as duas empresas são grandes. A começar pelas logos. Apesar de as cores serem diferentes, os tipos de letras são idênticos. Os planos da nova empresa também vão de US$ 100 à US$ 2000, como era na FXTrading.

Com isso, youtubers se dividem. Há quem diga de que se trata de uma nova roupagem da FX Trading; outros levantam a hipótese de ser o caso de cópia de projeto, mas o que se percebe é que muitos clientes e os chamados líderes da FX Trading têm migrado para a XtradeChain.

A razão para essa migração pode ser explicada pelo fato de a FX Trading ter oficialmente encerrado suas atividades no Marketing Multinível, após ter sido proibida de atuar no mercado brasileiro pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Negócios da Xtradechain

Além de atuar no Marketing Multinível, trabalhar com forex e criptomoedas, a Xtradechain tem vendido promessas de ganhos fáceis e certos como fazia a FX Trading.

A Xtradechain divide os investidores em categorias de traders e os rendimentos prometidos são de acordo também com esses níveis. A partir do pacote Xtrade 10000, a pessoa passaria a ter ganhos diários que vão de 0,08% à 0,25%, além do rendimento diário de 2,65%. Rendimentos assim são comuns em esquemas de pirâmides financeiras.

Marketing Multinível

O negócio dessa, assim como a extinta FX Trading, também atua no Marketing Multinível com promessas de grandes premiações para os seus líderes.

De acordo com a própria empresa, a pessoa ganha “bônus binário” de 10% sobre o quanto for faturado pela menor perna. Em outros termos se uma pessoa convida outras duas, aquela irá ganhar esse percentual sobre o faturamento daquele que tiver menor ganho.

Fim da FX Trading

A FX Trading, antes de anunciar seu fim no chamado Marketing Multinível, estava proibida de atuar no Brasil pela Comissão de Valores Moibiliários (CVM).

De acordo com a autarquia, o mercado de Foreign Exchange (Forex) é um tipo de contrato derivativo que envolve negociações com pares de moedas estrangeiras.

“Essas operações amoldam-se à definição de contrato derivativo e, consequentemente, ao conceito legal de valor mobiliário”.

De acordo com a lei 6.385/76, contrato derivativo, independente dos ativos envolvidos, é uma espécie de valor mobiliário e somente pode ser transacionado sob o crivo da CVM.

Deste modo, a FX Trading precisaria de ter autorização da CVM para captar clientes no Brasil.  Essa autorização é independente de a empresa ter sede fora do país.

O fato é que de acordo com uma cartilha emitida pelo órgão regulatório aos investidores, até a presente data nenhuma empresa está ainda autorizada a atuar no mercado de Forex no Brasil.

Negócio arriscado

Para a CVM, aqueles que vêm oferecendo aplicações de Forex no Brasil como espécies de agentes locais de corretoras estrangeiras captando clientes e recursos para viabilizar aplicações no exterior, estão atuando ilegalmente no mercado.

O órgão diz, por meio de sua cartilha, que esses agentes têm atraído pessoas “com a promessa de uma rentabilidade maior, de ‘lucro fácil’, de ‘ganho certo’”, utilizando “todos os meios disponíveis, mas priorizam a divulgação pela internet, com páginas especializadas, fóruns de discussão, chats, e-mails de marketing, entre outros”.

 “O investidor brasileiro que decidir investir nesse tipo de ativo estará lidando com pessoas ou instituições não registradas na CVM ou no Banco Central do Brasil, o que traz riscos adicionais para o seu investimento, como fraudes, dificuldade de obter ressarcimento em caso de prejuízo, operações não autorizadas e roubo de dados pessoais”.

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