Foxbit demite funcionários de TI e paralisa desenvolvimento de plataforma própria

(Foto: Shutterstock)

Em agosto, a corretora brasileira de criptomoedas Foxbit diminuiu a equipe de Tecnologia de Informação. Um desenvolvedor pediu demissão e três foram demitidos — dois deles no dia 13, o que culminou com a paralisação no desenvolvimento da plataforma própria.

A informação foi confirmada por cinco fontes do Portal do Bitcoin, que pediram para permanecer anônimas. A ideia, porém, é que o projeto seja retomado em um futuro próximo.

A empresa, por meio da assessoria de comunicação, enviou à reportagem a seguinte nota: “A Foxbit não desistiu de desenvolver uma plataforma própria. Os planos e expectativas para a Foxfast permanecem. Por sigilo contratual e respeito às pessoas, não vamos nos posicionar sobre as saídas de funcionários.”

As demissões vão de encontro ao que o CEO da empresa, João Canhada, afirmou em uma entrevista no dia 26 de julho. Na ocasião, Canhada disse que o projeto estava de pé e que mais pessoas seriam contratadas:

“São oito [pessoas na tecnologia] e a perspectiva é chegar a 30 nos próximos 8 meses”.

A ideia, segundo o CEO, era finalizar o desenvolvimento e lançar a plataforma própria em até 12 meses e então fazer uma migração em um ambiente mais controlado do sistema da Alphapoint para o da Foxfast.

De acordo com o que foi apurado, sobraram três profissionais de TI na equipe, sendo dois de nível júnior e um de nível pleno — nenhum presente desde o início do projeto.

Migração da Foxbit

No início de julho, a Foxbit começou uma migração dos clientes para uma plataforma da empresa Alphapoint. Por motivos que ainda não foram totalmente esclarecidos por causa de diversos acordos de NDA, a empresa deixou de usar o antigo sistema fornecido pela Blinktrade.

Na época, o site voltou ao ar com visual repaginado, mas a plataforma teve problemas. Segundo relato de usuários, poucos conseguiam conectar embora a empresa afirmasse que a plataforma já estivesse em operação. Dias depois, a grande maioria dos clientes não conseguia realizar trades, dado que podia ser comprovado pelo baixo número de negociações na bolsa.

Aos poucos, o sistema foi se estabilizando. Na entrevista ao Portal do Bitcoin no final de julho, Canhada disse que a nova plataforma estava operando com 70% da capacidade.

Quase dois meses depois da mudança, a Foxbit perdeu posições entre as exchanges brasileiras com maior volume negociado e ainda não conseguiu retomar sua relevância no mercado. Antes da migração, a empresa era líder no mercado.