Ford e IBM vão usar blockchain para rastrear cobalto e coibir o trabalho infantil no Congo

Ford e IBM vão usar blockchain para rastrear cobalto e coibir o trabalho infantil no Congo
(Foto: Shutterstock)

Cinco empresas se juntaram para realizar um projeto de monitoração de suprimento de cobalto usando a tecnologia blockchain. O cobalto é um elemento químico usado na produção de baterias.

De acordo com a Reuters, Ford, IBM, LG Chem e a empresa fornecedora do minério Huayou Cobalt, anunciaram na quarta-feira (16) que vão rastrear o elemento oriundo das minas da República Democrática do Congo.

O país produz mais da metade do minério usado no mundo. Apesar das baterias automotivas de carros elétricos também funcionarem com níquel e magnésio, o cobalto ainda é o preferido das empresas de produção do setor.

No entanto, o novo projeto blockchain que está em andamento desde dezembro, além de visar a garantia de um ‘cobalto limpo’ e que não esteja fundido com minerais de origem menos responsável, tem como foco principal a procedência.

Ford e o exemplo da BMW

Muitas empresas clandestinas no Congo usam crianças na atividade. E esta é uma das razões para o rastreio. Mas a ideia não é novidade, em março do ano passado a BMW também teve ação semelhante, justamente para coibir o trabalho infantil.

A nova cadeia de suprimentos baseada em blockchain deve ser concluída ainda este ano, segundo a reportagem.

“Não existe um método infalível, mas você precisa manter a bola rolando para elevar o nível de precisão. Blockchain provou ser uma tecnologia muito eficaz em elevar o nível”, falou ao site Manish Chawla, líder global do setor industrial e de mineração da IBM.

A empresa de blockchain RCS Global ficou com a responsabilidade de conduzir o novo sistema, que será efetivado no blockchain da IBM. Ela diz que futuramente outros minérios também podem ser incluídos no projeto.

Jornada é o desafio

O piloto já está em andamento e funciona da seguinte forma: o cobalto extraído pela Huayou é colocado em embalagens seguras que dão entrada no blockchain e são rastreadas desde a mina da fundição até a fábrica de baterias LG Chem, na Coreia do Sul. Em seguida, o material segue para uma fábrica da Ford nos Estados Unidos.

A tecnologia blockchain permite que vários setores melhorem a qualidade de seus produtos por meio de rastreamento, como os alimentos e suas cadeias de suprimentos. Hospitais podem usá-la para manter seguros prontuários médicos. Enfim, uma gama de projetos ainda está por vir.


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