Filho de Bolsonaro confunde Bitcoin com projeto de criptomoeda indígena no Twitter

Filho de Bolsonaro confunde Bitcoin com projeto criptomoeda indígena no Twitter
Vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (Foto: Reprodução/Instagram)

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ) publicou no último domingo (10) em seu Twitter que a ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, bloqueou milhões em bitcoin que seriam destinados aos órgãos ligados à Funai. Na verdade, o bloqueio foi em dinheiro.

O político, filho do presidente Jair Bolsonaro, resolveu relembrar em sua rede social a medida tomada pela ministra em vetar, no dia 2 de janeiro desse ano, o desenvolvimento de uma criptomoeda indígena e cometeu a gafe.

No post, ele afirma que a “ministra Damares Alves bloqueia dezenas de milhões em bitcoins destinados para órgãos governamentais ligados a Funai no RJ”.

O vereador disse também que a ministra “revela suspeitos destinos de bilhões envolvendo a saúde indígena”. Ele conclui que “inescrupulosos ainda podem estar de olho em desvios de dinheiro público”.

O fato, entretanto, é que Bolsonaro se equivocou ao falar em bloqueio em bitcoins. Na verdade os R$ 44,9 milhões bloqueados eram em dinheiro. Nada em criptomoeda, como se referiu o vereador da cidade do Rio de janeiro.

Criptomoeda da Funai

O dinheiro, contudo, seria usado, sim, para a criação de uma criptomoeda indígena, conforme foi informado em nota de esclarecimento da UFF. Talvez daí tenha vindo o equívoco do vereador.

O fato é que Damares, na época, suspendeu o contrato entre a Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Universidade Federal Fluminense (UFF), o qual havia sido assinado em 28 de dezembro, ou seja, três dias antes de encerrar o mandato de Michel Temer.

A ministra achou o valor elevado do acordo que previa execução orçamentária de R$ 35 milhões em 2018 e R$ 9,9 milhões em 2019.

O fato sobre a suspensão desse projeto foi até mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro que, por meio de seu twitter, afirmou que “muitos contratos foram desfeitos e serão expostos, como o de R$ 44 milhões para criar criptomoeda indígena que foi barrado pela Ministra Damares”.

Uma outra gafe cometida pelo vereador do Rio de Janeiro foi o trecho do vídeo postado por Bolsonaro que nada tinha a ver com o bloqueio. Ele foi extraído de uma audiência ocorrida em 21 de fevereiro, na qual a ministra falava na Comissão de Direitos Humanos sobre os planos de seu ministério.

Reação no Twitter

A postagem de Carlos Bolsonaro chamou a atenção de gente que atua no mercado de criptomoedas. João Canhada, Ceo da Foxbit, se manifestou no post pedindo para que o vereador corrigisse o erro:

“Corrige aí Carlos o correto é ‘o destino desses milhões era pra criar uma criptomoeda indígena parecida tecnicamente com o bitcoin’”.

Dentre outras respostas, houve uma em que alertou ao vereador de que Bitcoin não teriam como ser bloqueados. Isso, contudo, é questionável tendo em vista que já se fala em penhora de criptomoedas.

O Portal do Bitcoin mostrou até que o judiciário brasileiro já cogita essa ideia de bloquear bitcoins. A questão, entretanto, seria como fazer isso.

Quem defende que essa possibilidade é o desembargador Alexandre Câmara, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A Juíza Renata Baião (Tribunal de Justiça de São Paulo) chegou até a escrever sobre esse tema num artigo que foi publicado em seu LinkedIn


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