Exchange alega incêndio em datacenter e 7% dos usuários perdem acesso aos bitcoins

Exchange alega incêndio em datacenter e 7% dos usuários perdem acesso aos bitcoins
(Foto: Shutterstock)

Uma exchange de criptomoedas de Singapura chamada BiteBTC comunicou que seu data center pegou fogo no dia 1º de janeiro deste ano e que pelo menos 7% de seus usuários perderam o acesso às contas.

O suposto incidente causou estranheza, pois era um período em que várias exchanges iriam realizar o evento chamado ‘Proof of Keys’ (Prova de Chaves, em português) onde os usuários são encorajados a retirar todos os Bitcoins das chaves privadas que eles controlam — este teste foi fomentado pelo antigo investidor de Bitcoin, Trace Mayer.

No dia da Prova (03 de janeiro) a BiteBTC comunicou o seguinte:

“Em 1º de janeiro de 2019 ocorreu um incêndio no data center onde os servidores da exchange estão localizados. Como resultado, parte dos dados nos servidores principais e nos de backup foi destruída. Todas as carteiras de criptomoedas estão seguras, mas precisamos de tempo para restaurar os balanços e o histórico de negociação de cerca de 7% dos traders por meio de backups anteriores”.

Após esse anúncio, o suposto incidente passou a ser questionado e tratado por muitos como um golpe.

Segundo a CCN, o motivo foi porque a empresa não forneceu evidências do incêndio, como, por exemplo, uma nota em um noticiário local ou um boletim de ocorrência.

Eles simplesmente pediram aos usuários que fossem pacientes e confiassem neles. No entanto, muitos investidores já viram esse tipo de caso antes, como mostram vários tuítes de reclamação por não obterem resposta via suporte.

“Mais de 24 horas sem respostas no suporte, o que devo fazer?”, disse um usuário no Twitter.

“Minha conta sumiu”, disse outro.

“Vou processar vocês nas autoridades de Singapura. Faz cinco dias que nossas contas foram bloqueadas, Vocês são golpistas”, acusou o usuário ‘Mahdikeshvad‏’.

Usuário perdeu 2 BTCs

De acordo com a reportagem, um usuário que enviou uma mensagem para o site, parecia estar em choque.

Ele disse:

“Não sei com quem eu falo sobre isso. A Bitebtc.com fechou e roubou as moedas de todos, até as minhas. Eu me dediquei muito nisso. Estou chorando agora. Eu não consigo entrar no site. Eu perdi cerca de 2 bitcoins. Eu nunca estive tão triste. Como uma exchange baseada em Singapura pode roubar US$ 67 milhões e desaparecer? Depois que tentei acessar minha conta e me deparei com uma mensagem de que não tinha uma conta lá, eu preenchi o formulário como eles pediram e enviei em 03 de janeiro. E não tenho ouvido falarem nada sobre a BiteBTC. Acho que nem quero mais ouvir. Isto não é justo”.

Plataforma de dados cria alerta

O CoinMarketCap.com, uma das plataformas de dados do mercado de criptomoedas mais populares do mundo, pôs em alerta a situação da exchange.

“Recebemos relatos de que os saldos de usuários estão sendo retidos. Por favor, tenha cuidado com seus fundos”.

Alerta na página de dados da BiteBTC (Fonte: Coinmarketcap.com)

A BiteBTC foi lançada em janeiro de 2018. A exchange ocupa o 33º lugar no ranking mundial em volume (US$ 72 milhões no fechamento desta matéria).

No entanto, relatórios e evidências crescentes ilustram que os volumes relatados podem não ser confiáveis. De onde vem todo esse volume? questionou a reportagem, informando que não obteve respostas da empresa até o momento.

Sinais de golpe/pirâmide

A ordem no tempo não bate. A BiteBTC alega que o incêndio ocorreu em 1º de janeiro, mas os usuários não tiveram problemas de acesso às contas até o dia 03, data que a exchange relata o incêndio.

Quando se lida com milhões de dólares de outras pessoas, alguém tem que trabalhar no dia de Ano Novo. Isso parece óbvio, diz o site. Ou eles não esperavam que seus clientes fizessem retiradas no primeiro dia do ano, como na maioria das outras exchanges?, questiona.

A questão é: Por que o BTC estava sendo negociado US$ 300 acima do valor na maioria das bolsas? Essa é uma das táticas usadas por exchanges de scam (golpe, em português), pois encoraja usuários a fazer depósitos.

Outro ponto é que os usuários ainda podem criar novas contas, mas os antigos não podem acessar as suas. Se a situação continuar, é um esquema clássico de pirâmide, finalizou a reportagem.


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