Empresa Brasileira que teve Ethers Roubados no ICO Divulga Plano de Recuperação

Taylor teve quase todos os tokens roubados (Foto: Shutterstock)

A Taylor, empresa fundada por brasileiros que perdeu mais 2500 Ethers (ETH) após fazer um ICO na Estônia, divulgou no domingo (03) um plano de recuperação. A ideia é levantar mais capital para voltar a trabalhar no produto desenvolvido pela startup, um tipo de assistente de compra e vendas de criptomoedas.

“Como nosso objetivo é recuperar a confiança de quem tinha nossos tokens e da comunidade, decidimos que o melhor a fazer é vender parte dos tokens dos fundadores. Portanto, estamos oferecendo 20% deles em uma venda privada pelo valor de 0,0007 ETH cada um”, explica o texto divulgado no Medium da companhia.

Conforme a empresa, o plano é levantar US$ 80 mil. Essa foi a maneira encontrada para garantir que o time de desenvolvedores voltasse a trabalhar em tempo integral no aplicativo. Além disso, parte da equipe foi demitida e o escritório foi fechado. O plano para os próximos seis meses será terminar o produto, emitir um novo token, lançar a versão beta, conquistar clientes pagos, além de oferecer o token em uma exchange.

No artigo, assinado por Fabio Seixas, o CEO da Taylor, ele comenta que o período tem sido difícil e que parte da comunidade tem acusado-os de scammers. “Se fôssemos scammers ainda estaríamos aqui?”, escreveu.

Sobre o roubo, ele diz que há uma investigação em andamento, mas que não é possível divulgar detalhes no momento. Também admite que houve uma falha interna na segurança da empresa. “Sim, nos c*gamos!. Poderíamos ter prevenido essa infeliz situação”.

Roubo dos Ethers e dos tokens

No dia 21 de maio, a Taylor afirmou que havia sido hackeada. Como resultado, perdeu todos os fundos. No total, foram roubados 2579 Ethers, além dos tokens emitidos pela própria Taylor (TAY), usados para financiar o projeto de um aplicativo de trading de criptomoedas.

Só não foram roubados os tokens dos conselheiros e dos fundadores porque havia um contrato inteligente que os tornavam inacessíveis no momento. “Nós provavelmente não vamos recuperar nossos fundos”, disse a empresa na época.

A empresa não informou qual foi o problema de segurança. Na época do roubo, o especialista em segurança Leandro Trindade, afirmou que era estranho que a empresa não tivesse adotado medidas físicas de segurança: “Esse negócio de deixar todos os ovos na mesma cesta, não ter uma hot/cold wallet e ainda deixar os fundos acessíveis via internet é terrível”.

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