Em crise, Bitmain fecha o que seria a maior mineradora de criptomoedas dos EUA

Rumores de que a maior mineradora de bitcoin do mundo demitiu e demitirá mais ainda no decorrer de janeiro foi confirmado pela reportagem do Texas Public Radio nasegunda-feira (14).

De acordo com site, depois de ter investido milhões, a Bitmain encerrou suas atividades na antiga usina de energia da Alcoa em Rockdale, no Texas, o que seria a maior mineradora de criptomoedas dos Estados Unidos.

Segundo a reportagem, todos os funcionários que estavam engajados na nova mineradora foram demitidos, inclusive do setor de Engenharia e Recursos Humanos. De 7.000 a 8.000 novos equipamentos de mineração já aguardavam por instalação.

Desolado, Steve Young, juiz do Condado de Milam que foi um dos mais entusiastas do projeto da Bitmain disse:

“Estou muito desapontado porque tínhamos anunciado. Esperamos por isso. Queríamos isso e dêmos as boas-vindas. Foi formidável. Nós precisamos de notícias positivas aqui, de empregos. Foi um passo na direção certa”, desabafou.

A Bitmain desejava contratar 400 funcionários com um investimento de cerca de US$ 500 milhões nas instalações, diz a CCN. No entanto, quando a empresa fez o anúncio o Bitcoin ainda valia naquela ocasião cerca de US$ 8 mil, mais que o dobro do preço atual.

Um porta-voz da Bitmain se pronunciou:

“O projeto pode ser retomado a qualquer momento, mas em pequena escala devido a empresa saber agora qual o tamanho adequado do negócio com base nas condições do mercado”.

Um dos fatores principais para ter chamado a atenção da Bitmain para o Condado foi a energia elétrica barata e a infraestrutura da antiga propriedade da Alcoa.

Chris Whittaker, que administra a cidade de Rockdale, se mostrou otimista e crê que a Bitmain em breve vai conseguir realizar o projeto, não em pequena, mas sim em grande escala, como ela havia originalmente prometido, diz o site.

Demissões da Bitmain

Logo no início de janeiro, a Bitmain havia confirmado os rumores de demissões, mas não em massa como a mídia disseminou.

Tudo começou quando foi lançada uma discussão sobre o corte de funcionários da empresa na rede social ‘Maimai’ — um tipo de LinkedIn chinês. O post gerou muita discussão até que supostos funcionários da Bitmain entraram na conversa.

Eles disseram que era verdade e que alguns departamentos precisavam ser totalmente liberados. Segundo os usuários, a porcentagem de demissões poderia ser de 50%.

Dias depois, em meio a rumores, Samson Mow, CEO e fundador da empresa de desenvolvimento de jogos Pixelmatic e que já trabalhou na BTC China, já tinha outras informações.

No Twitter ele disse que várias equipes seriam eliminadas e que a porcentagem de demissões poderia ser de 85%.

Queda do Bitcoin atrapalhou expansão

Isto acontece meses depois da empresa abrir um requerimento de abertura de capital na bolsa de valores de Hong Kong. Portanto, a ação de renovação no quadro de pessoal pode estar associada a projetos futuros, como sua Oferta Pública Inicial (IPO).

Na ocasião, o prospecto de IPO da Bitmain mostrou que a empresa tinha mais de 2.500 funcionários, sendo 1.500 dedicados à pesquisa e gerenciamento de produtos, 535 aos negócios de mineração e 550 que trabalham no suporte ao cliente e vendas.

Em uma declaração dada à Coindesk, um representante da Bitmain disse:

“Houve algum ajuste em nossa equipe este ano à medida que continuamos a construir um negócio sustentável, escalável e de longo prazo. Uma parte disso é ter que realmente focar nas coisas que são essenciais para essa missão e não nas coisas que são auxiliares”.

O ajuste também incluiu a decisão de fechar os escritórios da Bitmain em Ra’anana, cidade de Israel e em Amsterdã, na Holanda, conforme publicado pelo GLOBES em dezembro do ano passado.


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