Diretor de ‘sindicato’ de bancos centrais chama criptomoedas de esquema Ponzi

Desde que os valores das criptomoedas começaram a cair, o tom das críticas começou a subir. O último ataque às moedas digitais veio do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS, na sigla em inglês), uma organização internacional composta por bancos centrais de 55 países, entre eles o Brasil.  

“As autoridades devem se preparar para agir contra a invasão das criptomoedas para proteger consumidores e investidores”, disse o diretor geral do BIS, Agustín Carstens.

O comunicado enviado pela organização trata de uma palestra feita por Carstens em Frankfurt, na Alemanha, cujo título era “Dinheiro na era digital: qual é o papel dos bancos centrais?”.

Bolha e esquema Ponzi

“Nova tecnologia não é a mesma coisa que uma tecnologia ou economia melhor”, disse. “Este é claramente do caso do Bitcoin: embora talvez fosse pretendido como um sistema de pagamento alternativo sem envolvimento do governo, se tornou uma combinação de bolha com esquema Ponzi e um desastre para o ambiente”.

O motivo para as críticas, segundo o burocrata, são as grandes variações de preços, o alto custo de transação e a falta de proteção para os consumidores e investidores. Ao contrário do que os entusiastas vêm pregando, ele afirmou que a moeda digital é inadequada para ser usada tanto como meio de pagamento quanto de reserva de valor.

Mais controle

A única concessão feita no comunicado foi ao dizer que as novas tecnologias guardam uma grande promessa de criar sistemas de pagamentos mais eficientes. Mas em seguida volta à carga ao reafirmar que as autoridades têm o dever de assegurar que as criptomoedas não se tornem uma ameaça à estabilidade financeira.

Mesmo as moedas digitais que prometem atrelar o valor ao dólar não se salvam, numa referência velada a Tether. Carstens afirma que os bancos centrais devem assegurar que elas não se tornem “parasitas da infraestrutura institucional do sistema financeiro”.

Por fim, o diretor do BIS voltou a defender um controle mais severo. “Mesmos riscos, mesma regulação. Não deve haver exceções”, afirmou

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