CVM diz que Atlas Quantum não pode ofertar investimentos sob pena de multa diária de R$ 100 mil

CVM diz que Atlas Quantum não pode ofertar investimentos sob pena de multa diária de R$ 100 mil
Foto: Shutterstock

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) determinou na noite desta terça-feira (13) que a Atlas Quantum pare ofertar títulos ou contratos de investimento coletivo.

O comunicado cita quatro empresas da Atlas e seu fundador, Rodrigo Marques. Conforme o texto, a remuneração do produto oferecido “estaria atrelada ao resultado dos esforços das empresas na negociação de criptoativos por meio do algoritmo intitulado ‘Quantum”’.

Caso a oferta seja mantida haverá a aplicação de uma multa diária no valor de R$ 100.000.

A CVM classificou como Contrato de Investimento Coletivo o que a Atlas Quantum vem oferecendo e, portanto, existe a necessidade de autorização do órgão regulador.

Questionada sobre o caso, a assessoria de imprensa da Atlas disse que “realizará as ações necessárias com a transparência que sempre orientou a conduta da empresa”.

Em nota, afirmou o seguinte: “O Atlas Quantum reforça que nenhuma mudança acarretará prejuízos para seus clientes, os quais poderão continuar operando normalmente suas operações financeiras em bitcoins.”

Atlas Quantum e Ministério Público

Em abril, o Ministério Público pediu uma multa de R$ 10 milhões para a Atlas Quantum em indenização por danos morais coletivos após ter dados de milhares de clientes vazados. Segundo os promotores, “houve falta de cuidado e zelo da Atlas na proteção das informações pessoais dos cidadãos que confiaram na política de segurança da companhia”.

Para o Ministérios Público, existia também uma suspeita da empresa operar no modelo de pirâmide financeira. Na visão da promotoria, não haveria indícios de que o algorítimo usado pela empresa para fazer as operações de arbitragem exista e funcione.

“Não se descarta a possibilidade de que as empresas, ao contrário do que afirmam, operem em um esquema de pirâmide financeira, nos moldes do investidor Bernard Madoff”, afirmou o Ministério Público.

Em resposta, na época, a Atlas negou as acusações de pirâmide financeira e disse não prometer lucro “por se tratar de uma operação de renda variável.”

Em recente e-mail enviado aos seus mais de 31 mil clientes, a Atlas afirmou contar com mais de 300 funcionários e ter mais de US$ 180 milhões sob gestão.

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