Custo de energia para minerar bitcoin é mais que o dobro para obter cobre e ouro: Estudo

(Foto: Shutterstock)

Um estudo realizado pela Nature e publicado nesta segunda-feira (05) revelou que a quantidade de energia necessária para minerar um determinado valor em bitcoin é mais do que o dobro exigido para minerar o mesmo em cobre, ouro ou platina.

De acordo com a pesquisa, os dados sugerem que o ‘trabalho virtual’ que sustenta o bitcoin, ethereum e outras criptomoedas é mais parecido com a mineração real do que se poderia imaginar, disse o The Guardian, que também noticiou o assunto.

O estudo revela que para se ter 1 dólar de bitcoin vai precisar de aproximadamente 17MJ (megajoules) de energia, enquanto que para obter o mesmo valor em cobre, ouro e platina são necessários 4, 5 e 7 MJ, respectivamente.

[Joule é a unidade tradicionalmente usada para medir energia mecânica, também utilizada para medir energia térmica. No Sistema Internacional de Unidades, todo trabalho ou energia são medidos em joules. A unidade recebeu este nome em homenagem ao físico britânico James Prescott Joule.

(Fonte: Nature – via The Guardian)

Ethereum e Monero também são citadas no estudo. As criptomoedas necessitam de 7MJ e 14MJ, respectivamente. No entanto, todas elas se saem bem diante da quantidade de MJ para conseguir 1 dólar em Alumínio, diz o estudo.

Essa é a primeira vez, segundo The Guardian, que há um estudo nesse ponto de vista — custo de energia por benefício em dólar americano. O relatório foi assinado por Max J. Krause, do Instituto de Ciências de Oak Ridge, em Cincinnati, Ohio (EUA).

“A comparação é feita para estimar e apresentar o contexto da demanda de energia que a mineração dessas criptomoedas exige e encorajar o debate sobre se essas demandas são sustentáveis ​​e apropriadas”, escreveu o autor.

Os pesquisadores consideraram uma média nos preços das criptomoedas no período de 1 de janeiro de 2016 a 30 de junho de 2018 para realizar os cálculos da alta volatilidade nos preços e dos esforços gastos pelos mineradores.

Consideraram, ainda, as posições geográficas das mineradoras de bitcoin.

“Qualquer criptomoeda mineirada na China geraria quatro vezes a quantidade de CO2 (dióxido de carbono) em comparação com a quantidade gerada no Canadá”, descreveram os autores, frisando que o cálculo muda a cada região.

No longo prazo, o impacto ambiental das criptomoedas vai oscilar, não apenas com seu valor de mercado, mas também de acordo com a adoção de novas tecnologias, opinou o The Guardian.

Bitcoin e o aquecimento global

Na semana passada, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade do Havaí (EUA) sugeriu que o Bitcoin sozinho tinha o potencial para empurrar o aquecimento global e elevar a temperatura do planeta em 2ºC até 2034.

Essa mudança no clima poderia acontecer caso as criptomoedas (que requerem energia elétrica para serem mineradas) fossem adotadas no mesmo nível que outras tecnologias hoje amplamente usadas, dizia o relatório.

O estudo revelou que somente o bitcoin produziu 69 milhões de toneladas métricas de CO2 no ano passado.

Um dos autores do estudo, o professor e pesquisador Camilo Mora, chamou o número de alucinante e mostrou-se bastante preocupado com o crescimento da atividade de mineração.

“Você pode imaginar se essa ‘coisa’ decolar?”.


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