Criptomoedas são mais centralizadas que a Coreia do Norte, diz economista americano

(Foto: Shutterstock)

O economista Nouriel Roubini utiliza o Twitter para atacar mais uma vez as criptomoedas. Desta vez, ele disse que a descentralização das moedas criptografadas não passa de mito e comparou Vitalik Buterin, criador da Ethereum a um ditador.

O Roubini, que é professor de economia da Universidade de Nova York (NYU), escreveu no Twitter que o ecossistema dos criptoativos é pior do que a Coréia do Norte e que seus desenvolvedores não passariam de ditadores centralizados.

“A descentralização nas criptomoedas é um mito. É um sistema mais centralizado que a Coréia do Norte: os mineradores são centralizados, as centrais são centralizadas, os desenvolvedores são ditadores centralizados (Buterin é ‘ditador vitalício’) e o coeficiente de desigualdade Gini de bitcoin é pior do que a Coréia do Norte.”

Os ataques não param na Ethereum. Roubini não resistiu e em face da queda dos volumes de criptoativos negociados para a Coinbase, disse se tratar do prenúncio de um “cripto-apocalipse”.

“Os volumes negociados em terra criptografada caíram 80% do pico, não apenas para a Coinbase, em linha com o colapso das moedas criptográficas também conhecidas como moeda de merda  que caíram de 80% a 99% em relação aos valores de pico. Cripta-Apocalipse!”

Criptomoedas e adubo

Empolgado, Roubini ainda afirmou que comparar as criptomoedas ao adubo seria “um grave insulto”, pois para ele diferentemente dos criptos, o adubo seria “um bem mais útil, precioso e produtivo como fertilizante na agricultura”.

Nessa postagem ele ainda chamou os criptoativos de “lixo horrível de milhares de moedas alternativas que perderam 99% de seu valor desde o pico”.

Esses fatos não seriam grande polêmica, caso o economista não fosse convidado a testemunhar nesta quinta-feira (11) numa audiência do Senado dos EUA sobre tecnologia blockchain e criptomoedas.

Os ataques à Coinbase e a Ethereum são apenas uma prévia do que Nouriel Roubini deve mencionar nesse encontro. Não faltarão novas críticas à nascente classe de ativos.

As previsões econômicas alarmistas, particularmente aquelas que antecederam a Grande Recessão, renderam ao economista o apelido de “Dr. Doom”. Agora o alvo de Roubini é a suposta centralização dentro do ecossistema de criptomoeda.

A relação entre o economista norte-americano e a chamada tecnologia disruptiva não é das melhores e isso tem longas datas. Desde 2014, Roubini vem dizendo que o bitcoin é uma bolha e chegou até a chamar os investidores que estavam negociando perto de sua alta histórica de “otários”, segundo informações da CCN.

O economista nunca poupou apelidos insultantes aos entusiastas do bitcoin. “Hodl nuts” e “ciberterroristas” eram alguns dos nomes utilizados à época pelo “Dr. Doom” para se referir aos defensores de criptoativos.

Em fevereiro desse ano, Roubini usou o mesmo twitter para afirmar que o Bitcoin chegaria à zero:

“Como esperado Bitcoin agora cai abaixo de US$ 6.000. Agora, o identificador de $5K é alcançado. E a Audiência do Congresso dos EUA sobre Cripto-Scams ainda está a um dia de distância. Porcas HODL manterão seus Bitcoins derretendo até ZERO, enquanto scammers e baleias saem e correm”, disse.

Com todo esse histórico, o que se espera do economista para a audiência que vai acontecer no Senado norte-americano nessa semana é nada menos do que ocorreu em maio desse ano, quando Roubini, numa discussão sobre criptomoedas na conferência anual do Milken Institute Global em Los Angeles, desencadeou um ataque verbal ao bitcoin que não será logo esquecido.

No Painel intitulado “Criptomoedas: Exuberância Irracional ou Admirável Mundo Novo?”, “Dr. Doom” havia dito que a criptografia emblemática é “bulls-t”, que “não há descentralização” e tudo não passaria de uma “planilha do Excel glorificada”.


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