Criptomoedas são Excêntricas e Arriscadas, diz Presidente do Itaú

Candido Bracher, principal executivo do Itaú (Foto: World Economic Forum/Benedikt von Loebell)

O presidente do banco Itaú, Candido Bracher, disse que as criptomoedas, da forma como estão estabelecidas hoje, são algo muito excêntrico e arriscado.

De acordo com a publicação no site da Folha de São Paulo, Bracher respondeu algumas perguntas da plateia que compareceu na terça-feira (12) na 28ª edição do Ciab Febraban, que acontece de 12 a 14 de junho no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

O evento, promovido pela própria Federação Brasileira de Bancos, é realizado anualmente e trata sobre tecnologia da informação para o setor financeiro.

No decorrer da participação do presidente do Itaú, ele salientou que o mercado de criptoativos não é algo que vai achar um grande espaço no mercado financeiro tradicional a curto prazo. Logo, não deve provocar alguma diferença no sistema atual. Para ele, a tecnologia é apenas uma “experiência interessante”.

Ao ser questionado pela plateia sobre o risco de grandes empresas de tecnologia, como Amazon, Facebook e Google, se tornarem competidoras no mercado financeiro, o executivo respondeu:

“Nosso mercado tem regulação extremamente restritiva. Não estou vendo o interesse delas penetrarem neste mercado num curto prazo. Tendo as mesmas regras, poderão perfeitamente participar e competir, e acho que serão competidores formidáveis”.

Em outra pergunta, dessa vez sobre a competição com as fintechs (empresas que usam tecnologia para oferecer serviços financeiros), Bracher afirmou que elas fertilizam o mercado, mas precisam seguir as mesmas regras de competição no negócio.

Otávio Damásio, diretor do Banco Central – que criou uma regulamentação específica para fintechs de crédito, permitindo que elas atuem no mercado sem o suporte de um banco pré-estabelecido –, afirmou, no mesmo evento, que a simplificação das regras é compatível com o baixo risco que essas empresas trazem ao mercado, e que, ao mesmo tempo, aumentam a competição do setor.

Itaú contra criptomoedas

O Itaú já fechou contas de corretoras corretoras brasileiras de criptomoedas. Os casos mais conhecidos são o do Mercado Bitcoin, em 2015, que chegou acionar o Superior Tribunal de Justiça (STJ) mas foi derrotado, e a CoinBR, em 2016, que após entrar com processo contra o banco conseguiu uma decisão favorável do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

No entanto, no início do ano a instituição foi anunciada como uma das empresas que usaria o sistema xCurrent da plataforma Ripple para facilitar pagamentos internacionais em tempo real.

Banco velho x Banco novo

Desde 2016, todos os grandes bancos brasileiros vêm fechando as agências de forma sistemática. O presidente do Itaú disse que não há uma meta para fechar agências ao passo em que clientes migram para os sistemas digitais, mas admitiu que a tendência é que exista um número muito menor de unidades.

Em uma referência às estruturas tradicionais e às plataformas digitais, Bracher disse que o Itaú não promoverá uma divisão do “banco velho” com o “banco novo”.

 

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Professor, músico, escritor, pai do Bruninho. Conheceu o Bitcoin em 2012, mas foi a partir de 2016 que resolveu especializar-se nos assuntos relacionados às criptomoedas.
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