Corretora brasileira de criptomoedas CoinX não libera saques e pede novo prazo

(Foto: Shutterstock)

A corretora brasileira de criptomoedas CoinX ainda não pagou seus clientes e vem alterando continuamente o prazo da liberação dos saques seja em reais, seja em Bitcoin.

Para o desespero dos traders, a empresa repete que é a implementação de novas criptomoedas que está causando o problema.

Em um grupo do Whatsapp formado por pessoas prejudicadas pela empresa, calcula-se um prejuízo de no mínimo R$ 1 milhão.

Na semana passada, o gerente administrativo André Gardenal afirmou ao Portal do Bitcoin que o problema havia sido provocado pela inclusão de duas novas criptomoedas no sistema, ambas pouco conhecidas. Além disso, afirmou que os pagamentos seriam feitos na segunda-feira (27), o que não ocorreu.

Além dos que já foram prejudicados, a CoinX se mantém indiferente aos que serão prejudicados — a corretora segue aceitando depósitos em criptomoedas sem que haja uma previsão segura para a liberação.

A empresa, que tem sede em Curitiba, tem poucos funcionários. A sede fica na casa de um dos sócios minoritários, Myungsun Jung. Por mais estranho que pareça, segundo relatos de alguns clientes, o local está aberto. Embora Jung não fale português, ele tem recebido as pessoas desde que elas tirem os sapatos e coloquem pantufas para entrar no ambiente.

É uma das poucas coisas que passa algum tipo de sentimento de segurança a quem está com dinheiro preso na corretora — não há indícios de uma tentativa de fuga.

Isso não significa que os pagamentos serão feitos. Novas datas vêm sentido prometidas a todo momento sempre com o mesmo argumento: “Nossos servidores estarão passando por atualizações e reparos técnicos e a inclusão de 05 novos coins (Buckle, Zeus Coin, Tron, Stella, Ripple)”.

A última data repassada é do dia 11 e 25 de setembro para pagamentos parciais, embora diferentes clientes recebam diferentes informações.

No site da Coinx, não há nenhuma referência sobre quem são os responsáveis pela empresa. O domínio da empresa, porém, está registrado em nome de Myungsun Jung, que possui outros empreendimentos em Curitiba como Moda Tiara Vestuário, Amigo Frango Lanchonete e escola de estética Golden Nail.

Documentos obtidos no Serasa mostram que a empresa tem mais três sócios. Os já citados Gardenal tem 5%, Myungsun Jung tem 19%. Os demais sócios são Yang Lim Chang Suh e Paula Yun Joo Chang, com 53% e 23% respectivamente.