Cooperativa do banco Sicoob quebra e tem prejuízo de R$ 114 milhões

Cooperativa do banco Sicoob fecha com prejuízo de R$ 114 milhões
(Foto: Shutterstock)

Com um prejuízo de R$ 114 milhões, a Sicoob Unimais Bandeirante, de Americana (SP), que possui 11 mil associados, foi incorporada pela Sicoob Unicentro Brasileira, que detém R$ 2 bilhões em ativos.

“O prejuízo foi causado pelo não pagamento de empréstimos (inadimplência) dos seus cooperados, afetando os limites patrimoniais da instituição que acarreta em dificuldades operacionais”, disse a Sicoob Confederação por meio de sua assessoria de imprensa ao Portal do Bitcoin na sexta-feira (01).

A sessão de incorporação aconteceu em 1º de dezembro de 2018 em Goiânia (GO) e foi publicada no DOU de 13/2/2019.

Questionada pela reportagem sobre rumores de que os associados não foram informados da assembleia, a instituição refutou:

“Todos os procedimentos da assembleia seguem determinações e normas do Banco Central, que aprovou e homologou a assembleia. Esta informação não procede”.

Prejuízo será rateado entre cooperados

O prejuízo de R$ 114 milhões será rateado entre os associados da Sicoob Unimais Bandeirante. No entanto, segundo a assessoria, isto não será feito através de desembolso direto.

“A quitação tem prazo de 15 anos para acontecer e os valores das sobras resultantes das movimentações financeiras futuras, ao invés de serem pagas aos cooperados, serão usadas para amortizar este valor.

O Sicoob tem todos os produtos e serviços bancários, mas não é banco. É uma cooperativa financeira, onde os clientes são os donos e por isso os resultados financeiros são divididos entre os cooperados.

Incorporação evitou o pior

Francisco Reposse Jr., diretor de Desenvolvimento e Supervisão da Sicoob Confederação, disse, segundo o Liberal, que a incorporação preservou a instituição. Ele contou que os relatórios dos auditores do Banco Central apontou a deterioração da carteira de crédito da incorporada.

Ele explicou:

“Esses R$ 114 milhões são fruto, boa parte, de operações de créditos não honradas. O Banco Central poderia até determinar a liquidação, que seria muito pior para os cooperados.

Ele também disse que não há risco para as operações que estão em andamento.

Sicoob contra exchanges de criptomoedas

Em dezembro do ano passado, o Sicoob Coopercredi, que também faz parte da Sicoob Confederação, excluiu do quadro de associados a corretora de criptomoedas CoinBR, o que gerou um processo judicial.

O argumento apresentado pela Coopercredi foi que a exchange exercia atividade de concorrência — ela considerou a atividade de negociar moedas virtuais como prejudicial à instituição.

A cooperativa afirmou que mesmo que não regulado pelo Banco Central do Brasil, a prática de negociar criptomoedas se torna incompatível com o objetivo da cooperativa, uma vez que se trata de atividade concorrente aos investimentos ofertados.

Para a Associação Brasileira de Criptoativos e Blockchain (ABCB), os argumentos foram considerados “genéricos e unilaterais”.

Em janeiro deste ano, a Justiça do Rio de Janeiro negou o recurso apresentado pela Sicoob para fechar a conta corrente da corretora de criptomoedas Mercado Bitcoin.

A desembargadora e relatora do caso, Regina Lucia Passos, da 21ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) disse, em decisão, que o fechamento de contas depende de motivo justificado, o qual não foi demonstrado pela instituição.


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