Como vai funcionar a Libra, a criptomoeda do Facebook

Uma análise do que há no repositório da criptomoeda do Facebook no Github
(Foto: Reprodução)

O Facebook anunciou a criação de sua tão esperada criptomoeda e ela vai se chamar ‘Libra’. Já aguardado, o White Paper do projeto foi publicado nesta terça-feira (18) e revelou a criação da Libra Association, uma subsidiária que vai supervisionar o novo produto da rede social.

De acordo com o documento, tanto a blockchain como uma carteira para a Libra serão lançados em 2020. A subsidiária ‘Calibra’ será a responsável. Conforme publicação, a rede blockchain terá pelo menos 100 nodes, sendo que 28 já estão fechados com o projeto.

A Libra Association foi criada como uma organização sem fins lucrativos e sua sede será na Suíça. A empresa diz que a associação ficará encarregada de liderar o desenvolvimento contínuo da criptomoeda, sem depender do Facebook.

O whitepaper detalha que a blockchain da Libra será tolerante a falhas do tipo ‘Byzantine fault-tolerant’, ou seja, dois nodes poderão se comunicar sem prejudicar todo o sistema, mas que “qualquer comportamento inadequado não irá comprometer a segurança da rede”.

De acordo com a empresa, a carteira digital para a Libra estará disponível no Messenger, WhatsApp e em um aplicativo independente.

Libra para todos

O Facebook disse que o projeto foi lançado para enfrentar um desafio que muitas pessoas no mundo todo enfrentam hoje, que é o acesso a serviços financeiros básicos.

“Quase a metade dos adultos no mundo não tem uma conta bancária ativa, e esses números são piores nos países em desenvolvimento e ainda pior para as mulheres”, disse a empresa, acrescentando que 70% das pequenas empresas nos países em desenvolvimento não têm acesso a crédito.

Embora o Facebook afirme que sua carteira não irá funcionar como uma exchange, o serviço poderá se integrar a algumas delas no futuro. Contudo, confirmou os parceiros que irão integrar o sistema de pagamento, dentre eles, Visa, Mastercard e Paypal.

Segurança da Libra

David Marcus, chefe da Calibra, disse ao Engadget que o Facebook não poderá controlar o sistema, o que explica a criação da Libra Association, que vai atuar sem depender do Facebook.

“O Facebook e nenhuma outra empresa pode controlá-la. Ele deve realmente ser construída e governada como um bem público. Se você quer construir um sistema que mexe com valores, este não pode ser controlado por uma empresa”, disse.

Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook também se manifestou. Na rede social, ele publicou:

“Hoje, o Facebook está se juntando a 27 organizações ao redor do mundo para iniciar a Associação Libra”.

Ele disse que a missão é criar uma simples infraestrutura financeira global que para beneficiar bilhões de pessoas ao redor do mundo que, em vez de carregarem dinheiro físico, poderão carregar a carteira com a Libra — confirmando pagamento via WhatsApp e Messenger.

E justificou:

“Isto é especialmente importante para as pessoas que não têm acesso a bancos tradicionais ou serviços financeiros. Neste momento, há cerca de um bilhão de pessoas que não têm uma conta bancária mas que têm um telefone móvel”.

Zuckerberg frisou que a Calibra será regulamentada como qualquer prestador de serviços de pagamento. “Todas as informações que você compartilhar com Calibra serão mantidas separadas de informações que você compartilha no Facebook”, afirmou.

Membros fundadores

“Os membros da Libra Association serão empresas geograficamente distribuídas e diversificadas, sem fins lucrativos, organizações multilaterais e acadêmicas”, diz o documento.

As instituições que irão trabalhar no projeto Libra e que ao final se tornarão membros-fundadores são as seguintes:

  • Setor de pagamentos: Mastercard, PayPal, PayU, Stripe, Visa;
  • Tecnologia e marketplaces: Booking Holdings, eBay, Facebook / Calibra, Farfetch, Lyft,  Mercado Pago, Spotify AB, Uber Technologies;
  • Telecomunicações: Iliad, Vodafone Group;
  • Blockchain: Anchorage, Bison Trails, Coinbase, Inc., Xapo Holdings Limit;
  • Capital de risco: Andreessen Horowitz, Breakthrough Initiatives, Ribbit Capital, Thrive Capital, Union Square Ventures;
  • Organizações sem fins lucrativos e instituições acadêmicas: Creative Destruction Lab, Kiva, Mercy Corps, Women’s World banking.

Leia também: Moeda do Facebook não tem nada a ver com criptomoeda, diz Nouriel Roubini


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