Cielo participa da concorrência da Caixa Econômica e acirra guerra das maquininhas

(Divulgação/Cielo)

Na quarta (24), o presidente da Cielo, Paulo Caffarelli, disse que a companhia – controlada pelo Banco do Brasil e Bradesco – entrará na concorrência pela área de adquirência da Caixa Econômica Federal, informou o Diário do Comércio e Indústria (DCI).

“Conhecemos a operação [atendemos a Caixa em adquirência] e temos todo o interesse em participar do processo de concorrência”, afirmou Paulo Caffarelli à imprensa, após apresentar os resultados financeiros do primeiro trimestre de 2019. Segundo o executivo, o assunto está sendo discutido pelo Conselho de Administração da companhia aberta.

A CEF é uma das três principais instituições financeiras atendidas pela Cielo – as outras são o Bradesco e Banco do Brasil. Em 29 de março, Pedro Guimarães, presidente da CEF, lamentou que o banco público não tenha sua própria adquirente (credenciadora de estabelecimentos). “A CEF perde R$ 1 bilhão por ano por não ter um adquirente”, disse Guimarães aos jornalistas.

Uma semana depois, a estatal abriu um processo [concorrência] para selecionar um parceiro nesta área. Ou seja, a disputa está em aberto tanto para a Cielo como para outras empresas.

Em mais um capítulo da chamada “guerra das maquininhas”, Caffarelli informou que a partir de quinta (25) também oferecerá máquina grátis para clientes que alcançarem o volume financeiro mínimo mensal de R$ 1,6 mil por três meses seguidos.

Na mesma toada dos anúncios recentes em cascata da Rede, SafraPay e PagSeguro, a Cielo a partir do final do mês de maio também vai antecipar recursos de “forma instantânea” para os clientes que tiverem conta digital na Cielo. “Estamos conversando com os bancos parceiros [Bradesco, BB e Caixa], mas não estamos limitando para banco algum”, garantiu o executivo.

Questionado por jornalistas sobre eventual prática de “dumping” de grandes credenciadoras como a denunciada no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) pela Associação Brasileira de Instituições de Pagamento (Abipag), Caffarelli não comentou o assunto, mas respondeu que a Cielo preza pela transparência aos seus clientes. “Deixamos claro para o cliente, qual é o preço final que ele paga, sem asteriscos”, afirmou o presidente.

Já o balanço da companhia detalhado pelo vice-presidente financeiro Gustavo Henrique Santos de Sousa, a Cielo reportou lucro líquido de R$ 548,5 milhões no primeiro trimestre de 2019, valor 45% menor quando comparado com igual período de 2018. A base de clientes aumentou de 5,7% para 1,21 milhão.

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