Câmara dos Deputados Pede Prorrogação em Comissão de Criptomoedas

O presidente da comissão, deputado Alexandre Valle (D), disse que a proposta não está pronta para ser votada (Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados)

Em mais um capítulo da tentativa do Congresso brasileiro de tentar regular criptomoedas, o presidente da comissão especial que cuida do tema na Câmara pediu prorrogação do prazo para discutir o assunto em mais 20 sessões.

A mensagem enviada ao presidente da Câmara do Deputados, Rodrigo Maia, diz que o motivo do pedido é por causa da “complexidade do tema e da necessidade de o colegiado ouvir autoridades e entidades civis ligadas à matéria”.    

Assinado pelo deputado Alexandre Valle (PR-RJ), o grupo vem discutindo o projeto de Lei nº 2303, de 2015, que “dispõe sobre a inclusão das moedas virtuais e programas de milhagem aéreas na definição de ‘arranjos de pagamento’ sob a supervisão do Banco Central”.

Relator é contra

Em dezembro, o relator da comissão, o deputado Expedito Netto (PSD-RO), defendeu a proibição da emissão das criptomoedas em território nacional, assim como a comercialização, intermediação e meio de pagamento.

“Em momento algum vai ter como proibir o Bitcoin ou qualquer moeda digital. Nós podemos proibir as corretoras de vender. Você pode continuar investindo na Iota, que deu dez vezes mais, oitocentas vezes mais que o Bitcoin, que é uma moeda fenomenal e fantástica de se investir, mas não vale a pena da forma que está sendo comercializada dentro do nosso país. O nosso próprio Bitcoin hoje chega a ser 20% mais caro que o americano, que o europeu”, disse o relator, segundo a agência de notícias da Câmara.

Segundo o parlamentar, a oferta dessas moedas favorece crimes, problemas no âmbito da defesa da economia e do consumidor. E, além disso, as corretoras não oferecem garantia ao dinheiro que é investido pelos consumidores.

O texto propõe que a proibição de emissão, comercialização e intermediação esteja prevista no Código Penal, mas fica aberta a possibilidade de emissão para uso em ambiente restrito, sob a responsabilidade do emissor de criptomoedas, desde que exclusivamente para a aquisição de bens e serviços oferecidos pelo emissor ou por terceiros.

Incentivo às criptomoedas

O autor do projeto, deputado Áureo (SD-RJ), disse que é contra a proposta do relator e afirma que ela fecha o mercado para os consumidores que querem investir e até fazer pagamentos com as moedas digitais.

“O relatório fechou o mercado para as corretoras, fechou o mercado para você comprar e vender Bitcoin. Não é isso que a gente quer para o Brasil. A gente vai trabalhar para derrotar e aprovar um substitutivo onde a gente tenha tranquilidade de incentivar a criação da criptoeconomia no Brasil”, disse Áureo.

Na época, Valle, o presidente da Comissão disse que também defendia uma regulação favorável ao uso das moedas virtuais. Ele disse que o relator se precipitou e garantiu que não pretende colocar o projeto em votação até que o assunto seja mais discutido.

 

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