Caixa eletrônico de Bitcoin apreendido na InDeal é de empresa da Minerworld

Terminal para compra de Bitcoin apreendido na InDeal é de empresa da Minerworld

Durante a Operação Egypto na última terça feira (21), que desmantelou o esquema de pirâmide financeira da InDeal, entre os equipamentos apreendidos estava um terminal de compra de Bitcoin, revelou o Correio do Povo na sexta-feira (24).

Além de ser uma apreensão inédita no Rio Grande do Sul e provavelmente o primeiro caso no Brasil, o que mais chama a atenção é que a ATM possui o logo da BitOfertas, uma empresa também investigada por golpe financeiro na Justiça de Campo Grande (MS).

A BitOfertas, criada pelo sócio de Cícero Saad, Jonhnes Carvalho, foi alvo da Operação Lucro Fácil realizada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) em abril do ano passado. Ela fazia parte de um esquema fraudulento junto com a Minerworld e outra empresa chamada BitPago.

No entanto, fora o uso do terminal para troca de dinheiro por bitcoin, ainda não há informação de outras relações entre a InDeal e a BitOfertas.

De acordo com o delegado Daniel Mostardeiro Cola, da Delegacia de Repressão a Corrupção e Crimes Financeiros (Delecor), o caixa eletrônico era utilizado para depósitos dos montantes arrecadados pela grupo investigado, diz o site.

Segundo Cola, o terminal foi encontrado na garagem da casa de um dos alvos da ação, no município de Esteio.

“É importante dizer que não há nada de ilegal com a máquina, ela apenas ilustra que o comércio existe”, disse o delegado.

Operação na InDeal

A Operação Egypto em um dos escritórios da InDeal e em várias cidades do país foi idealizada a partir de um email direcionado à PF, onde a pessoa questionava a legalidade da companhia.

Após investigações, descobriu-se, então, que a suposta empresa de criptomoedas arrecadou R$ 700 milhões entre agosto de 2018 e fevereiro de 2019.

No entanto, esse valor pode chegar a R$ 1 bilhão, segundo um auditor fiscal de Receita Federal que falou após a ação.

Promessa de 15% de retorno

O inquérito policial foi instaurado em janeiro de 2019 para apurar a atuação da empresa. Ela estaria captando recursos de terceiros sem a autorização dos órgãos competentes.

A empresa dizia que aplicava o dinheiro em criptomoedas e oferecia um retorno garantido de 15%, ao menos, no primeiro mês de aplicação.

Desta forma, muitas pessoas caiam no golpe e investia dinheiro na organização, cujos sócios usavam os valores em benefícios próprios.

Rombo de R$ 300 milhões

Durante uma coletiva de imprensa da Polícia Federal e Receita Federal após o desfecho da operação, as autoridades deram detalhes da ação.

A empresa chegou a captar R$ 850 milhões no período de um ano, mas deixou um rombo de R$ 300 milhões. Mais de 55 mil pessoas foram prejudicadas.

Extratos de contas adquiridos por meio da quebra de sigilo bancário autorizado pela Justiça Federal, mostraram o uso indevido dos investimentos para aquisição de mansões, joias e veículos de luxo de sócios. — um deles chegou a adquirir um apartamento por R$ 10,5 milhões.

Há também um comprovante da compra diversos carros, sendo um deles comprado por R$ 500 mil. Fora isso, foram identificadas 100 TEDs para empresas que comercializam joias, totalizando R$ 849 mil.


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