“Blockchain é meio barato, rápido e seguro de controlar operações”, diz novo presidente do BC

O novo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, durante cerimônia de transmissão de cargo (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Roberto Campos Neto fez o seu primeiro discurso como presidente do Banco Central do Brasil na quarta-feira (13) durante a cerimônia de transmissão de cargo. Dentre os participantes, estiveram Paulo Guedes, ministro da Economia e Ilan Goldfajn, ex-presidente do BC.

Com a presença de autoridades e convidados do mercado financeiro, Campos Neto reiterou seus compromissos já citados anteriormente.

Ele falou sobre ações para deixar o Brasil bem posicionado em inovações tecnológicas, citando a tecnologia blockchain e as fintechs.

“A tecnologia blockchain tem um elevado potencial no mercado de intermediação, oferecendo um meio barato, rápido, seguro e transparente de controlar operações”.

Ele se referiu aos estudos já em andamento pelo BC sobre a utilização de mecanismos de ‘open banking’ com objetivo de reduzir as barreiras de entrada nas instituições.

O termo ‘open banking’ (banco aberto, em português) é um termo usado em tecnologia financeira que se refere ao uso de APIs abertas. Elas permitem que desenvolvedores de terceiros criem aplicativos e serviços para se comunicar com plataformas.

Sobre fintechs, que são as plataformas digitais que atuam como banco (Nubank, por exemplo), Campos Neto disse que o novo setor digital deve ser apoiado e explorado.

“As fintechs, que por trazer fortes incentivos à competição, devem continuar a ser exploradas, organizando a regulamentação de sua atuação”.

O novo presidente disse que o Brasil vai avançar nos sistema de pagamentos instantâneos. Para isso ele vai fomentar uma adequada precificação de produtos e serviços do sistema financeiro nacional.

“Importante mecanismo para a desburocratização dos meios de pagamentos”, pontuou Campos.

Redução da complexidade tributária

Campos Neto confirmou que o governo irá simplificar o recolhimento de impostos oriundos de aplicações na bolsa de valores. O assunto foi exposto pelo secretário de política econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida no início da semana.

De olho no grande número de investidores brasileiros em bitcoin, o governo pretende diminuir a complexidade tributária para que mais cidadãos invistam em ações na bolsa. Para isso, a equipe econômica estuda um mecanismo para facilitar o acesso de pessoas físicas ao mercado.

“Está atualmente em discussão entre o Banco Central, o Ministério da Economia e a Comissão de Valores Mobiliários, um conjunto de medidas, visando a redução do custo burocrático e a simplificação de regras tributárias e de acesso a  mercados”, disse o novo presidente.

Segundo ele, essas medidas vão facilitar a criação de mais produtos financeiros, tanto para quem quer investir, como para quem quer captar recursos.

Campos Neto também ressaltou a importância da educação financeira, para “estimular a participação de todos no mercado e para a formação de poupança.

“É preciso abrir espaço para que haja mais empreendedores do que atravessadores”, ressaltou.

Moeda conversível

Roberto Campos Neto também pretende tornar o mercado mais aberto a estrangeiros com uma eventual moeda conversível que sirva de referência para a região.

Um dos projetos do novo presidente do BC é criar condições para que a moeda brasileira possa ser livremente trocada em qualquer lugar do mundo. Para isso ele estuda a possibilidade de uma moeda conversível.

O ministro da economia, Paulo Guedes, durante seu discurso, definiu o projeto de Campos como a criação de “um euro da região” da América do Sul.

“É um pouco do que eu posso ler do projeto do Roberto de transformar a moeda conversível lá na frente e realmente todo mundo vai aderir. Por exemplo, tem países que não têm moeda até hoje”, comentou o ministro.


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