“Estudei blockchain e criptomoedas”, diz indicado de Bolsonaro para o Banco Central

(Foto: Divulgação)

O economista Roberto Campos Neto, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para presidir o Banco Central, mencionou a tecnologia blockchain e ativos digitais em uma carta ao Senado, reportou a Reuters nesta quarta-feira (06).

O documento faz parte do protocolo exigido pelo Senado para dar aval à indicação. Nele, a pessoa recomendada tem que apresentar sua trajetória profissional que será apreciada pelo parlamento. A expectativa é que esse processo seja concluído até março, diz o site.

Campos Neto disse que pretende preparar a autarquia para o avanço de tecnologias.

“Tenho estudado e me dedicado intensamente ao desenho de como será o sistema financeiro do futuro. Participei de estudos sobre blockchain e ativos digitais. Uma das contribuições que espero trazer para o Banco Central é preparar a instituição para o mercado futuro, em que as tecnologias avançam de forma exponencial, gerando transformações mais acelerada”.

O economista citou ter feito parte do grupo responsável pelo banco digital do Santander e que foi o encarregado pela tesouraria da instituição nas Américas.

Ele também elogiou as conquistas do Banco Central relativas ao controle inflacionário durante a gestão do atual presidente Ilan Goldfajn. Campos Neto fez questão de apontar que possui afinidade intelectual e moral com a equipe econômica — o economista é assessor do ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Ressalto a importância da recente consolidação da inflação em torno da meta e da ancoragem das expectativas de inflação, o que permitiu a redução sustentável das taxas de juros e contribuiu para a recuperação da economia”, escreveu o indicado.

Segundo a reportagem, o texto de Campos Neto sinaliza que ele deve dar prosseguimento e eventualmente avançar nas ações iniciadas por Goldfajn.

Família Banco Central

Durante a gestão de Ilan Goldfajn , a instituição estimulou o surgimento de startups de serviços financeiros  (fintechs), regulamentando a atividade no setor de crédito.

Formado em economia, com especialização em finanças, pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, Campos Neto tem 49 anos.

Entre 1996 e 1999, ele trabalhou no Banco Bozano Simonsen, onde ocupou os cargos de operador de Derivativos de Juros e Câmbio, operador de Dívida Externa, operador da área de Bolsa de Valores e executivo da Área de Renda Fixa Internacional. De 2000 a 2003, trabalhou como chefe da área de Renda Fixa Internacional no Santander Brasil.

Conforme lembrou a Agência Brasil, o avô do futuro presidente do BC, o economista Roberto Campos, comandou o Ministério do Planejamento no governo Castelo Branco, de 1964 a 1967. Nesse período, ele foi um dos idealizadores e presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de agosto de 1958 a julho de 1959.


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