“Bitcoin tem mais investidores que a bolsa, tem algo errado”, diz secretário do governo brasileiro

(Foto: Shutterstock)

De olho no grande número de investidores brasileiros em bitcoin, o governo pretende diminuir a complexidade tributária para que mais cidadãos invistam em ações na bolsa. Para isso, a equipe econômica estuda um mecanismo para facilitar o acesso de pessoas físicas ao mercado.

Uma das medidas apontadas pelo secretário de política econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, seria simplificar o recolhimento de imposto, reportou o Valor Econômico.

Sachsida disse que o sistema de impostos neste setor financeiro ainda é muito complicado para o cidadão comum.

“Tem mais gente investindo em bitcoin do que em bolsa, então tem algo errado. Nossa leitura é que um dos entraves é que a pessoa se sente insegura por conta da complexidade do sistema. Não sei se você já investiu no mercado de ações, mas como se paga aquilo? É um negócio difícil para o cidadão comum fazer a conta de quanto ele deve pagar de imposto quando mexe com ações”, disse ele à reportagem.

O secretário também ressaltou que o objetivo não é desonerar, mas sim, simplificar, já que a carga tributária deve ser a mesma. “Estamos discutindo com a Receita”, disse.

No entanto, Sachsida não detalhou como isto será feito, mas o objetivo é que a base de investidores de pessoa física no mercado de ações evolua.

Competição de fintechs

O secretário também falou sobre medidas a serem tomadas para incentivar a competição no sistema bancário. Segundo ele, a equipe já tem uma agenda com projetos pró-mercado para apoiar inovações como as fintechs.

“Tem esse novo mercado de fintechs para desenvolver. Estamos com uma agenda de medidas pró-mercado. Não podemos ter uma legislação que impeça a inovação”, disse.

O avanço dos bancos digitais

O avanço das fintechs, como Nubank, Inter e Original, trouxe novas opções para os consumidores.

Os novos serviços oferecidos fez com que muita pessoas migrassem do sistema tradicional para o simplificado dessas instituições financeiras.
A mais recente fintech brasileira que recebeu autorização do Bacen para operar como banco foi a Creditas Sociedade de Crédito Direto S.A. em janeiro deste ano.


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