Bitcoin e altcoin conquistam jogos eletrônicos, mas com reveses

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A indústria do entretenimento online e, mais especificamente, dos jogos online vem crescendo de forma impressionante. De acordo com uma pesquisa da Reuters, os games são atualmente a forma mais popular de entretenimento no mundo e geraram receitas maiores que o cinema, a televisão e a indústria fonográfica. Na América Latina, o Brasil é campeão em gastos com jogos online, que movimentam R$ 4,9 bilhões no país.

Ao mesmo tempo em que o mundo acompanhou o “boom” dos jogos eletrônicos, ele também viu a ascensão exponencial das criptomoedas. Não é surpresa, portanto, que ambos os fenômenos de sucesso tenham se unido, agradando um público majoritariamente interessado em inovações e tecnologia.

O blockchain vem atraindo o interesse dos fabricantes e distribuidores de jogos, enquanto o Bitcoin e as altcoins vêm ganhando espaço nas transações entre empresas e consumidores de games. Grandes nomes da indústria de jogos já abraçaram essa nova forma de pagamento, embora ainda haja um longo caminho pela frente para que as criptomoedas conquistem de vez esse mercado. Acompanhe este texto e saiba mais sobre o assunto.

Proliferação com obstáculos

Oferecer cada vez mais opções de pagamento aos clientes parece ser a ordem do momento. Enquanto muitos sites de e-commerce aproveitam os serviços disponíveis, como o PayPal, as empresas de tecnologia e de jogos correram para adotar as criptomoedas, levando em consideração o seu público-alvo.

No entanto, ainda são muitos os grandes nomes dos jogos online que não aceitam Bitcoins ou altcoins. Tanto o Google Play quanto a App Store parecem acomodados e parados no tempo no mercado brasileiro, priorizando os cartões de crédito.

Os cassinos online são conhecidos por oferecer um grande leque de opções para que os usuários façam os seus depósitos, embora as criptomoedas não costumem estar entre essas opções. O site da Betway Casino, por exemplo, aceita pagamentos feitos por meio de cartões de crédito, boleto bancário, EcoPayz, Safety Pay e transferência bancária, a partir de diferentes bancos.

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As criptomoedas têm tudo para ser o próximo método aceito por esses portais de entretenimento, oferecendo aos clientes ainda mais uma entre tantas opções – e melhor: uma alternativa extremamente segura.

Por outro lado, há quem esteja indo na direção contrária. Gigante do mundo virtual dos gamers, o site Twitch.tv deixou recentemente de aceitar pagamentos e doações em criptomoedas, enquanto o Steam, uma das maiores plataformas de distribuição de jogos, também rompeu com o Bitcoin, em 2017.

Contudo, há muitos fatos que falam a favor das criptomoedas e da sua importância na indústria dos jogos eletrônicos. Entre eles, o de que duas das empresas mais valiosas do segmento, a Microsoft e a Nintendo, adotaram essas moedas.

Usando criptomoedas no mundo dos games

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Não é apenas no Xbox Live (da Microsoft) e no e-shop da Nintendo que os detentores de criptomoedas podem usar essa forma de pagamento. Embora o Steam tenha abandonado o Bitcoin, há muitas outras plataformas de venda de jogos nas quais as criptomoedas podem ser usadas; contudo, o Bitcoin continua sendo a mais comumente aceita. A Litecoin também é uma moeda frequentemente adotada.

Veja algumas plataformas que trabalham com criptomoedas:

  • MMoga: oferece jogos para computador e Xbox, entre outros. Aceita Bitcoin e mais de 40 altcoins, entre elas: Litecoin e Dash.
  • Keys4Coins: com jogos para computador e Xbox, Vale Compras para Playstation e muito mais, esse site aceita Bitcoin e cinco altcoins: Litecoin, Vertcoin, Dogecoin, Dash e Monero.
  • Joltfun: um dos principais sites de venda de jogos de computador que aceitam Bitcoin.

Com o lançamento previsto para 2019, uma nova plataforma, o RobotCache, promete ser um novo espaço para os amantes de games e da tecnologia blockchain. Anunciado como o primeiro mercado digital para videogames baseado em blockchain, o site pretende não apenas vender jogos online, mas também permitir que os usuários revendam os seus jogos.

As inovações não param por aí. Já há jogos desenvolvidos com a tecnologia blockchain, como é o caso do CryptoKitties, uma espécie de Tamagotchi do século XXI. Por outro lado, também há criptomoedas desenvolvidas pela indústria de jogos, com os gamers em mente. O maior exemplo é a GameCredits (GAME), pensada para facilitar pagamentos para desenvolvedores, transações entre jogadores e a compra de conteúdos em jogos usando uma criptomoeda.

As novidades devem continuar surgindo e vão definir o futuro da relação entre os jogos e as criptomoedas, que continuam se encontrando das mais diversas formas. Resta saber também se mais empresas vão seguir o caminho da Microsoft – ou se tomarão o rumo do Steam.

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