Banco digital alemão chega ao Brasil para competir com o Nubank

Opções de bancos digitais crescem no Brasil

(Foto: N26/Divulgação)

O banco digital alemão N26 vai abrir uma subsidiária no Brasil na próxima semana, reportou a Reuters. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (27) pelo representante da empresa no Brasil, o diretor Eduardo Prota.

Segundo Prota, que já passou por empresas como Santander e Cielo, esta é a primeira ação para a entrada do N26 na América Latina — o banco também está prestes a ‘embarcar’ nos Estados Unidos ainda neste semestre.

De acordo com a Agência, o diretor afirmou que o N26 vai oferecer um pacote de serviços bancários acessíveis via dispositivos móveis por meio de uma parceria que ainda será formada com um banco local.

A fintech, cujos fundadores são Valentin Stalf e Maximilian Tayenthal, arrecadou US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão) em janeiro em uma rodada de financiamento que avaliou a startup em US$ 2,7 bilhões.

Banco estuda independência

Segundo a reportagem, o N26 ainda precisa decidir se vai operar no Brasil como um banco independente no futuro, ou seja, sem depender de uma outra instituição financeira regulada no país.

Para isso, a instituição terá que convencer os reguladores brasileiros e o Banco Central do Brasil, responsável por autorizar os movimentos de aquisição e fusão de bancos.

No entanto, o N26 já passou por fases como esta, antes de se tornar o primeiro banco digital da Europa. A empresa que surgiu da startup homônima criada em 2013 em Berlim, na Alemanha, hoje oferece seus serviços na maior parte da zona do euro e no Reino Unido.

“O N26 foi criado porque seus fundadores perceberam que os bancos não atendiam os millennials como deveriam. Trata-se de um público acostumado a resolver as coisas pelo mobile, mas que sofria com uma experiência bancária de antigamente, onde tudo é difícil e pouco transparente”, disse Prota em entrevista ao Mobile Time.

N26 vai competir com Nubank

O banco digital alemão tem 2,5 milhões de clientes em 24 países da Europa. No Brasil, considerando o modelo de empresa, o N26 vai competir diretamente com outros bancos digitais, como o Nubank, por exemplo.

Quem investe no N26

Entre os investidores do N26 estão: Insight Venture Partners, uma empresa de capital de risco de Nova York (EUA); Fundo Soberano de Cingapura (GIC), que já opera no Brasil desde 2014; Tencent Holdings, que é parceira de investimento digital do grupo Allianz; Peter Thiel, cofundador do PayPal e de várias empresas de capital de risco, além de entusiasta do bitcoin.


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