Aprovação de ETF de Bitcoin depende de melhorias na vigilância e na custódia de criptomoedas, diz SEC

Jay Clayton, o principal regulador da SEC (Foto: Paul Morigi)

Jay Clayton, presidente da Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC), disse que antes de se sentir confortável com um ETF de Bitcoin, deve haver uma melhora na vigilância e na custódia de criptomoedas, disse em entrevista à CNBC.

Dado que maioria das exchanges de criptomoedas não usam as mesmas ferramentas de monitoramento, como fazem as bolsas de valores americanas tradicionais, Clayton afirmou que os investidores ficam sujeitos a não obter uma avaliação justa do preço do bitcoin.

“O que os investidores esperam é que a negociação da commodity subjacente ao ETF faça sentido e esteja livre do risco de manipulação. É uma questão que precisa ser tratada antes”, disse Clayton na Conferência Consensus Invest, em Manhattan.

As bolsas de valores americanas têm produtos de soluções de segurança cibernética. A Nasdaq, por exemplo, tem o ‘Nasdaq Market Surveillance’, que é um mecanismo para vigilância de mercado. Esses sistemas monitoram, previnem e investigam atividades abusivas e manipuladoras.

“Esses monitoramentos não existem atualmente em todos as plataformas onde as moedas digitais são negociadas”, disse o regulador.

Os ETFs (que são fundos de índices comercializados como ações) rastreiam um índice ou grupo de ativos, mas negociam como ações.

Analistas afirmam que a aprovação de um desses produtos pode trazer uma onda de compradores institucionais.

A SEC já rejeitou vários pedidos de ETFs de criptomoedas. Os argumentos apontados para a não aceitação das propostas foram os riscos de fraude e manipulação de mercado e a falta de proteção ao investidor.

Sobre a custódia de criptomoedas, o presidente da SEC falou claramente:

“Vimos alguns roubos em torno de ativos digitais que fazem você coçar a cabeça. Nós nos importamos que os ativos subjacentes ao ETF tenham boa custódia e que eles não desapareçam”.

Suíça já tem ‘ETF’ aprovado

Recentemente, a SIX Swiss Exchange, operadora e proprietária da principal bolsa de valores da Suíça, anunciou o lançamento de um derivativo que rastreia múltiplas criptomoedas, como o bitcoin, chamado ‘ETP’ (Produtos Negociados em Bolsa).

O novo produto é semelhante aos ETFs. Nomeado de ‘Amun Crypto ETP’, o derivativo de criptomoedas será oferecido pela Amun Technologies Limited (Amun G), fintech criada por um grupo de banqueiros.

O objetivo é tornar o processo de compra de criptomoedas o mais simples possível e de maneira regulamentada.

No site da fintech, o ETP, que já é citado como “o primeiro produto de índice de criptomoedas listado no mundo”, foi descrito da seguinte forma:

Os ETPs são investimentos derivados que são negociados em bolsas de valores, avaliados com base em uma commodity ou, no caso do ETP da Amun Crypto, o benchmark será criptomoedas.

A ‘Amun Crypto ETP’ vai negociar 50% de seus ativos investidos em Bitcoin (BTC) e o restante será dividido em Ripple (XRP), Ethereum (ETH), Bitcoin Cash(BCH) e Litecoin (LTC).


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