Após queda de 33% no lucro, Cielo investe em empréstimo para segurar clientes

Após queda de 33% no lucro, Cielo investe em crédito para atrair mais clientes
Foto: Divulgação/Cielo

Depois de divulgar na terça-feira (24) uma queda de 33% no lucro do segundo trimestre, Paulo Caffarelli, presidente-executivo da Cielo, afirmou que a empresa de maquininhas de cartão vai oferecer crédito aos lojistas parceiros como forma de reter e atrair mais clientes.

Segundo a Reuters e o portal Infomoney, os R$ 431,2 milhões de lucro que a Cielo teve, no período de abril a junho deste ano, representam uma queda de 33% ante os R$ 640 milhões registrados no mesmo período do ano passado.

Desde junho, a Cielo já emprestou R$ 40 milhões aos clientes na tentativa de compensar a queda de arrecadação detectada após a diminuição das taxas de cobrança envolvendo transações nas maquininhas de cartão.

Neste momento, o crédito oferecido aos lojistas vem de um fundo gerido pela própria Cielo e de recursos do Bradesco, instituição financeira que divide o controle da empresa com o Banco do Brasil.

No futuro, o presidente da Cielo, Paulo Caffarelli, acredita que todos os empréstimos poderão ser feitos com dinheiro da própria empresa. “O ideal seria termos uma estrutura própria de funding”, disse o executivo à Reuters. A expectativa é que a Cielo arrecade R$ 1 bilhão em 12 meses, logo que passar a operar o produto de forma ostensiva.

Banco Cielo

Ainda segundo a agência de notícias, Caffarelli estaria estudando a possibilidade de pedir uma autorização do Banco Central para a empresa atuar também como banco.

A ampliação no leque de serviços oferecidos surge no momento em que a Cielo tenta mudar a base de clientes, ao dar maior foco para pequenos negócios, cuja necessidade de financiamento é maior.

Cerca de 65% dos clientes da Cielo têm faturamento anual acima de 15 milhões de reais. A intenção da líder no mercado de maquininhas de cartão é mudar esse cenário e passar a contar com algo em torno de 60% de clientes de menor porte.

Apesar da queda no lucro do último trimestre e das novidades que estão sendo implantadas, as ações da Cielo tiveram alta de 7,7% nessa quarta-feira, enquanto o Ibovespa operava com 0,5% de alta. “Já tínhamos ganhado market share no primeiro trimestre e estimamos que tenhamos ganhado mais no segundo”, disse Caffarelli.

O presidente-executivo da Cielo disse ainda que a concorrência vai continuar pressionando o mercado, mas que a empresa segue em condições de competir. Ele também garantiu que a companhia não pretende fechar o capital.

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