Após HTC e Sirin, Samsung pode estar desenvolvendo celular blockchain para criptomoedas

A Samsung, uma das maiores fabricantes de celulares do mundo, pode estar desenvolvendo seu próprio dispositivo blockchain. A empresa registrou, para valer no âmbito da União Europeia, três marcas muito sugestivas relacionadas à tecnologia oriunda do bitcoin .

De acordo com o Galaxyclub, um blog de tecnologia criado por holandeses, as três patentes solicitadas foram nomeadas ‘Blockchain KeyStore’, ‘Blockchain key box’ e ‘Blockchain Core’.

Como os próprios nomes sugerem, é provável que a Samsung seja mais uma concorrente em carteiras de criptomoedas acopladas a smartphones e já esteja trabalhando uma forma de incorporar blockchains em seus futuros dispositivos.

Isto porque a HTC saiu na frente e lançou em outubro o seu dispositivo blockchain ‘Exodus 1’, e, no início deste mês, o ‘Finney’, da Sirin Labs, também foi anunciado. De acordo com a empresa, este seria “o primeiro smartphone do mundo baseado na tecnologia blockchain”.

Enquanto o Exodus 1 durante o pré-lançamento só poderia ser adquirido com bitcoin e ether (na ocasião o equivalente a R$ 3.800,00 em BTC ou ETH), o Finney está sendo vendido por US$ 1 mil, o que dá aproximadamente o mesmo valor.

Em junho deste ano, a Samsung ‘ficou de olho’ no sucesso de vendas da Ledger, principal fabricante de carteiras hardware de criptomoedas, que vendeu 1 milhão de unidades do produto no ano passado, o que gerou um lucro de US$ 29 milhões.

O presidente da companhia, Pascal Gauthier, disse, na ocasião, que êxito obtido foi devido à falta de plataformas seguras na Web.

É provável que numa próxima rodada de financiamento a empresa tenha mais novidades ainda, pois, segundo uma reportagem da Forbes, que citou fontes anônimas, Samsung, Siemens e Google já estariam de olho no negócio da Ledger.

Empresa já obteve lucro com o novo setor

Em abril deste ano, a Samsung registrou um crescimento de 58% somente naquele primeiro trimestre. O avanço patrimonial foi impulsionado em grande parte pela forte demanda por chips de mineração de criptomoedas.

Robert M. Yi, vice-presidente executivo da empresa, disse na época que o novo recorde de lucro da empresa, de ₩ 15.6 trilhões (₩=won, moeda sul coreana), cerca de US$ 14 bilhões, foi devido a um bom desempenho nos negócios de semicondutores.

Em fevereiro, a empresa já havia apresentado números positivos sobre a produção de processadores de 8nm e 11nm (lê-se nanômetro) para atender à crescente demanda do mercado criptográfico.


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