Analistas acreditam que Bitcoin continuará em queda antes de retomar a alta

Analistas não acreditam numa recuperação no curto prazo para o Bitcoin (Foto: Shutterstock)

O preço do Bitcoin fechou o ano de 2018 com uma queda de 70%. No ano anterior, a criptomoeda teve uma valorização de 1.300%. Com o ano de 2019 em vista agora, alguns analistas comentaram o que esperar para os próximos meses.

Após alguns dias de estabilidade, o BTC voltou a cair nesta quinta (10) e é negociado abaixo dos US$ 4.000 novamente.

Muitos analistas acreditam que o Bitcoin está a caminho de estabelecer um fundo e iniciar um aumento gradual de preço a longo prazo.

De acordo com Mike McGlone, analista da Bloomberg Intelligence, o ativo provavelmente terá que aguentar o mercado de baixa por mais alguns meses.

Também falando à Bloomberg, Mati Greenspan, analista de mercado sênior da eToro, disse que o BTC ainda está mais próximo do fundo do que do topo e, portanto, pode ver um aumento na demanda dos investidores, já que sua baixa faixa de preço atrai investidores varejistas e institucionais.

Greenspan disse:

“Normalmente, a melhor coisa a fazer é comprar na baixa e vender na alta. Então, se estamos indo por análise técnica, podemos facilmente ver no gráfico que estamos muito mais perto do fundo do que estamos no topo. Estou vendo uma indústria que está crescendo a um ritmo muito rápido agora, onde vemos empresas envolvidas no Bitcoin e na contratação de blockchain em um ritmo rápido. Nós vemos novos projetos chegando. Nós vemos todo tipo de indicação de que as pessoas estão se envolvendo cada vez mais no mercado.”

Já Xiao Lei, um analista chinês falando à Beijing News, disse que ao entrar em 2019, o preço do bitcoin ainda mostra sinais de declínio, e não haverá uma recuperação no curto prazo.

Lei atribuiu o mercado em queda à alta meteórica de 2017, em que as criptomoedas experimentaram um crescimento insustentável. Como resultado, o mercado reagiu ao cair.

“O preço do bitcoin subiu mais de 20 vezes em 2017. Esse aumento é definitivamente insustentável”, diz Lei.

Por último, Willy Woo, renomado analista independente seguido por milhares de pessoas, também não acredita na recuperação do Bitcoin no curto prazo.

Em uma série de tweets, Woo argumenta que os volumes dentro da rede do BTC são muito pequenos para um movimento de alta sustentável.

“O aumento inicial de volume falso sinalizou uma desintoxicação mais rápida e um fim anterior para o mercado de baixa, mas na verdade, foi um efeito colateral de volatilidade. Essa queda de US$ 6.000 para US$ 3.000 criou um imenso volume de transações, mas não foi de forma alguma um sinal de que o volume de acumulação havia começado”.

Woo se refere às transações em direções às exchanges, com finalidade apenas de realizar trades e que isso não é um sinal de acumulo dos investidores.

Woo previu uma perspectiva pessimista para o bitcoin em novembro de 2018. De acordo com suas análises, baseadas no volume de transações da rede, Woo concluiu que é improvável que o Bitcoin ultrapasse a média móvel de 200 dias e deve se manter em baixa até o segundo semestre de 2019.

Opinião contrária

Correndo por fora, o bilionário e CEO do banco comercial de criptomoedas Mike Novogratz prevê que o bitcoin sairá de sua crise de 2018 e chegará a US$ 20.000 em 2019, impulsionado por um aumento nos investimentos institucionais.

Novogratz deu seu palpite ao Financial News:

“Até o final do primeiro trimestre, vamos chegar aos US$ 10.000. E depois disso, voltaremos a novos picos – para US$ 20.000 ou mais”.

Como Wall Street e as gigantes das finanças tradicionais tendem a se copiar, Mike Novogratz e outros especialistas dizem que é apenas uma questão de tempo até que a mentalidade de rebanho assuma, abrindo as comportas para que outros investidores institucionais mergulhem no mercado de criptomoedas.

“Haverá um caso de FOMO institucional [medo de perder a oportunidade], assim como houve no varejo”, previu Novogratz.


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