Além do Google e do Facebook: alternativas de marketing para empresas de criptoativos

Além do Google e do Facebook: alternativas de marketing para empresas de criptoativos
(Foto: Shutterstock)

*Por José Artur Ribeiro

Com a popularização das redes sociais, diversas empresas desejam criar posts patrocinados para alavancar a presença da marca em mecanismos de busca para dar um engajamento no próprio perfil nas redes e até mesmo para aumentar as vendas.

No entanto, Google e Facebook no início de 2018 começaram a proibir anúncios relacionados a criptoativos à medida em que seus algoritmos foram reconhecendo quais contas pertenciam a este segmento.

Até mesmo anunciantes legítimos, com negócios legalizados e atendendo a todas as normas vigentes, foram impedidos de anunciar seus serviços ou soluções tecnológicas. Materiais educacionais sobre criptomoedas e sobre a tecnologia Blockchain foram igualmente banidos.

Houve notícias sobre uma possível liberação destes anúncios em outubro de 2018, mas até então a única informação obtida foi que estariam fazendo testes no Japão e EUA com empresas de criptoativos “licenciadas”. Para o Brasil ainda não há previsão desta liberação.

Tanto o Google quanto o Facebook justificaram suas respectivas decisões como forma de não promover o que chamam de “produtos e serviços financeiros frequentemente associados a práticas promocionais enganosas”.

No entanto, o mercado em geral entendeu a ação como uma afronta ao livre comércio e à capacidade individual das pessoas de tomarem suas próprias decisões. Foi de fato uma ação radical, jamais imaginável em se tratando de empresas que até poucos anos atrás eram referências em inovação.

Vendo este cenário, a Coinext decidiu inovar e apostar em mídias alternativas, como Bing, Coinzilla e Mellow Ads.

O Bing é a plataforma de busca da Microsoft e principal concorrente do Google, já o Coinzilla e Mellow Ads são plataformas de anúncios via banners em sites especializados e têm atingido cada vez mais alcance, pois melhor remuneram os veículos anunciantes se comparado ao Google Ads. E não é que os resultados para a Coinext apareceram, ou melhor, surpreenderam?

Após três meses de divulgação, o Bing demonstrou um alcance menor, porém taxas de conversão superiores ao Google.

O perfil de usuários do Bing tem idade média acima de 30 anos e uso em ambiente corporativo, o que está bem relacionado ao público alvo da Coinext. Já o Mellow Ads e Coinzilla permitiram o direcionamento para público alvo e da localização geográfica específicos, gerando também um excelente retorno sobre investimento e um menor “custo por aquisição” de usuário em relação ao Google Ads e Face Ads.  

Em números, a Coinext reduziu nos últimos 3 meses cerca de 38% dos investimentos em mídia digital e aumentou a conversão de cliente em cerca de 8%.

Ou seja, há soluções fora das mídias de marketing digital tradicionais que trazem resultados mais eficientes e eficazes.

Obviamente, em termos de alcance, os números seriam ainda maiores caso não houvesse o banimento por parte do Google e Facebook. Mas, diante deste obstáculo, a Coinext conseguiu superar os desafios, testou formas de anúncios até então alternativas e atingiu o objetivo de se conectar com o público interessado em criptomoedas.

É incontestável o aumento contínuo por parte do mercado por investimentos nesta nova classe de ativos e não iremos nos acomodar na difusão de informações de qualidade e na divulgação da seriedade pela qual prestamos nossos serviços.

*José Artur Ribeiro é CEO da corretora de criptomoedas Coinext

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