Além de pagamentos, PicPay cria unidade dedicada a cartões e crédito pessoal

Fintech pertencente ao Banco Original prepara novos movimentos no mercado e expande atuação em serviços financeiros

Críticas ao PicPay explodem no Reclame Aqui com aumento de cadastros
Foto: Shutterstock

O mercado de pagamentos não tem sido suficiente para o PicPay. A fintech com sede em Vitória (ES) e escritório em São Paulo agora anuncia a entrada em outros dois segmentos: o de cartões e o de crédito pessoal.

De acordo com o portal NeoFeed, o PicPay — que pertence ao Banco Original — até criou uma unidade de negócio dentro da fintech, dedicada especialmente a essa expansão: a PicPay Card e Crédito.

“Nós entendemos que esses produtos estão prontos para ir ao mar aberto e ganhar escala. Por isso, decidimos criar uma unidade de negócios para reunir essas duas soluções, que são estruturantes para qualquer ecossistema financeiro”, disse ao site o CEO do PicPay, Gueitiro Genso.

Ainda de acordo com o NeoFeed, a entrada da fintech no mercado de crédito está programada para junho, com a oferta de empréstimos para pessoa física. Em relação aos cartões, o serviço já está em fase de testes desde janeiro, com o suporte do Banco Original, e deve entrar em operação nos próximos dias.

Para coordenar a PicPay Card e Crédito a fintech contratou Frederico Trevisan, que acumula passagens pelos bancos Santander, Citi e Itaú Unibanco.

Canal para benefícios e ações sociais

O PicPay também tem marcado posição em meio à pandemia de coronavírus, por meio de parcerias com governos e organizações não governamentais (ONGs).

A fintech conta com uma central de doações para recebimento e repasse de doações captadas por eventos como lives beneficentes de artistas e outras campanhas de arrecadação de recursos. Para tal, é necessário ler um QR Code que é lido pelo app do PicPay.

Há também as parcerias da fintech com o governo de São Paulo e a Prefeitura de Duque de Caxias (RJ) para pagamento do auxílio merenda para estudantes de baixa renda matriculados na rede pública de ensino. Para este caso também é preciso ter instalado em um celular o aplicativo do PicPay.

Embora o PicPay não retenha qualquer valor dessas transações, a necessidade do aplicativo potencializa a base de clientes. A fintech afirma já ter 20 milhões de usuários, sendo 8 milhões deles ativos.

Maior exposição e maiores cobranças

Entretanto, o crescimento do PicPay está longe de ser livre de dores. Junto com esse maior destaque apareceram também mais reclamações sobre os serviços prestados pela empresa.

Um levantamento feito pelo Portal do Bitcoin no portal Reclame Aqui mostrou que nos primeiros 25 dias do mês de abril foram 6.840 queixas — o que representa 62,8% de todas reclamações feitas nos últimos seis meses.

As reclamações têm motivações diversas. Cobranças indevidas ou em duplicidade, problemas com compensação de pagamentos, falhas no estorno de operações e bloqueio de contas e transações estão entre elas.

Na época, o PicPay afirmou à reportagem, via assessoria de imprensa, que seus colaboradores “têm trabalhado de maneira incansável para assegurar a melhor experiência aos usuários do aplicativo”.

A empresa também diz que está ampliando o quadro de funcionários para dar conta da estratégia de expansão da base de clientes.


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