“Adoção em massa do Bitcoin deve demorar”, diz CEO da maior bolsa de criptomoedas dos EUA

(Foto: Shutterstock)

Brian Armstrong, cofundador e CEO da Coinbase, disse em uma entrevista à Bloomberg na noite da última terça-feira (14), que a adoção em massa do Bitcoin ainda deve demorar bastante, mas que em três a cinco anos, países em crise econômica tendem a adotar as criptomoedas como alternativa.

O executivo, que participou do evento ‘Players Technology Summit’, promovido pelo próprio site, estimou que apenas cerca de 10% das criptomoedas, incluindo Bitcoin, são usadas na vida real.

“Acho que vai levar algum tempo até que você possa atravessar a rua, adentrar à Starbucks nos EUA e pagar com criptomoeda”, disse o executivo da Coinbase, uma das maiores bolsas de criptomoedas do mundo.

Em relação a críticas ao bitcoin e às criptomoedas, que geralmente incluem termos como bolha, fraude etc, Armstrong comentou que a nova tecnologia está passando por uma série de bolhas e correções, e que a cada vez que isso acontece ela já entra em um novo patamar.

Ele ressaltou que as expectativas das pessoas estão em toda parte e a adoção no mundo real tem aumentado. A lentidão sugere que há bilhões de pessoas em todo o mundo que poderiam eventualmente comprar Bitcoin.

Armstrong também discursou sobre regulamentação. O executivo salientou que mais lugares vão tentar desencorajar o uso das criptomoedas. Ele citou como exemplo o banco central do Irã, que recentemente proibiu os novos meios de negociações em todo o país.

“A maioria dos lugares no ‘mundo livre’ está adotando essa tecnologia. No entanto, eles querem proteger os consumidores”, disse Armstrong. Ele se referiu a países mais democráticos.

“Haverá alguns países no mundo onde o Bitcoin e as criptomoedas serão restritos, assim como a internet ainda hoje é”, disse o CEO, que, neste caso, já se refere a países com regime fechados ou ditatoriais. 

No entanto, Armstrong está confiante de que em economias que passam por desarranjo financeiro, como são os casos recentes de Venezuela e Turquia, o Bitcoin e criptomoedas têm tido um uso mais forte.

“Estou otimista em relação aos países que estão passando por uma crise econômica. Em três a cinco anos, quando todos terão em mãos um smartphone com internet, vocês os verão adotando Bitcoin e criptomoedas como alternativa”, disse.


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